"DECIFRANDO A REAL ORIGEM DO POVO NA PROFECIA EM DANIEL 9:26"
[Flávio Josefo e Públio Cornélio Tácito]
1) Flávio Josefo -
O historiador judeu Yosef ben Mattityahu,
mais conhecido como Flávio Josefo, registra em seu importa obra “A
Guerra dos Judeus” composto por VII volumes, registra a origem étnica das legiões que compunham o exército liderado pelo Imperador Romano Tito.
No tomo de número VI, encontramos os
seguintes registros:
Parágrafo 256: “CÉSAR INDICAVA com sua voz e
com sua mão direita aos combatentes QUE APAGASSEM O FOGO, mas eles, com seus
ouvidos aturdidos pelo ruído ainda maior, não ouviram suas palavras nem
prestaram atenção aos sinais da sua mão, pois uns estavam distraídos pela luta,
e outros, pela sua própria cólera”.
Parágrafo 257: “Nem os conselhos NEM AS
AMEAÇAS FREARAM o ímpeto DAS LEGIÕES que se dirigiam até ali, sendo que o furor
capitaneava a todos…”
Parágrafo 258: “Quando os soldados estavam
próximos do Templo, agiam como SE NEM SEQUER OUVISSEM AS ORDENS DE CÉSAR e
animavam os que iam adiante a jogar o fogo no interior”.
Parágrafo 260: “CÉSAR, COMO FOI INCAPAZ DE
CONTER O ÍMPETO DE SEUS SOLDADOS, que estavam cheios de entusiasmo, e o fogo
que ia se estendendo, se dirigiu com seus oficiais ao interior…”
Parágrafo 261: “Como as chamas não tivessem
ainda alcançado o interior, mas assolavam as acomodações que rodeavam O
SANTUÁRIO, TITO pensou, o que realmente era verdade, que ainda podia SALVAR-SE
ESTA OBRA, e saiu fora.
Parágrafo 262: “ELE MESMO TENTOU CONVENCER OS
SOLDADOS PARA QUE APAGASSEM O FOGO e ORDENOU a Liberálio, centurião de seus
lanceiros, OBRIGAR A GOLPES OS QUE DESOBEDECIAM”.
Parágrafo 263: “NO ENTANTO, SEU FUROR, SEU
ÓDIO CONTRA OS JUDEUS e um feroz ímpeto guerreiro ESTIVERAM ACIMA DO RESPEITO A
CÉSAR e do medo à pessoa que os castigava”.
Parágrafo 265: “Um dos que tinha entrado no
interior, quando CÉSAR SAIU PARA CONTER AOS SOLDADOS, se apressou a deixar na
escuridão a tocha ardendo nos umbrais da porta”.
Parágrafo 266: “Então a chama brilhou
imediatamente no interior. Os generais se retiraram junto com Tito, e NADA
IMPEDIU OS SOLDADOS de fora continuarem com o fogo. Desta forma, CONTRA A
VONTADE DE CÉSAR, O TEMPLO FOI INCENDIADO”.
Parágrafo 268: “Há de admirar-se nesta
circunstância a exatidão da coincidência temporal. Como lhes disse, a
destruição se cumpriu no mesmo mês e dia em que antes tinha sido incendiado o
Templo pelos babilônicos”.
Parágrafo 269: “Desde sua primeira
construção, que levou a cabo o rei Salomão, até a ruína de hoje, no segundo ano
do principado de Vespasiano, passaram-se 1130 anos, sete meses e quinze dias”.
Parágrafo 270: “E desde sua reconstrução
posterior, feita por Ageu (N.T.: Esdras 5.1) no segundo ano do reinado de Ciro,
até a conquista de Vespasiano temos seiscentos e trinta e nove anos e quarenta
e cinco dias”.
Roma, na pessoa do imperador Tito Flávio
Vespasiano Augusto, não planejou, não incentivou e não concordou com a
destruição do Templo! Os soldados das legiões presentes tomados por um ódio
natural que lhes era comum contra os judeus, assolaram e destruíram a cidade e
o Templo.
Neste momento alguém poderia se
perguntar: Mas por quê soldados de Roma teriam tanto ódio assim dos judeus? A
questão é exatamente essa: Os soldados não eram de Roma! O fato é que do
ano 15 em diante o império romano restringiu os soldados italianos apenas
à chamada “guarda pretoriana”, uma guarda especial responsável por guardar o
imperador e as tendas dos generais. Todos os outros soldados arregimentados
durante esse período eram de províncias locais debaixo do império.
2) Públio Cornélio Tácito -
Outro historiador famoso chamado Públio
Cornélio Tácito falando sobre o ataque romano à Jerusalém, nos dá informações
importantes sobre as legiões que participaram do acontecimento:
“Tito César… encontrou na Judéia três
legiões: a 5ª, a 10ª, e a 15ª… a estas ele acrescentou a 12ª da Síria, e alguns
homens que pertenciam às legiões 18ª e 3ª, que ele havia retirado da
Alexandria. Esta força estava acompanhada por um poderoso contingente de
Árabes, que odiavam os Judeus com o ódio comum de vizinhos”.
Todas as legiões que atacaram e destruíram Jerusalém
e o Templo eram do Oriente Médio. Todas elas consistiam majoritariamente de
soldados orientais: Árabes, Sírios, Egípcios, etc. Por volta do ano 70 d.C. não
apenas as legiões das províncias orientais, mas literalmente o exército inteiro
chegou a ser dominado pelos “soldados provincianos”.
Estas são as legiões mencionadas nos
parágrafos acima:
V Macedônia (Judéia);
X legião fretensis – décima legião do
estreito marítimo (Síria);
XV Apollinaris (Síria);
XVIII (Egito);
III Gálica (Síria);
XII Fulminata (Ásia Menor, Síria).
Lembre-se que Roma era uma cidade européia
pertencente à Itália. A maioria esmagadora dos soldados que destruíram a cidade
e o Templo eram Árabes, Sírios e descendentes de Ismael e Esaú!
Alguém poderia pensar: “Tudo bem
que os soldados das legiões romanas tenham sido árabes, mas eles estavam sob
autoridade de comandantes italianos, então a responsabilidade deve recair sobre
os romanos de qualquer forma!”. No entanto, já vimos que o imperador Tito
jamais ordenou ou sequer aprovou o comportamento dos soldados em relação a
destruição do Templo. Além disso, outro detalhe importante deve ser observado.
A questão é que diferentes povos eram
romanos, inclusive os judeus, mas não eram italianos ou europeus. O próprio
Apóstolo Paulo, hebreu de pais hebreus, era cidadão romano desde o nascimento,
ao passo que o comandante militar de Atos 22.28 teve que gastar grande soma de
dinheiro pelo título de cidadão romano, isso nos mostra que o comandante não
era de Roma, na Itália. Se Paulo era romano desde o nascimento, então, muito
provavelmente, Paulo o herdara de um ancestral masculino que inicialmente
conseguira o título, que por sua vez tornava-se hereditário dali em diante.
A palavra hebraica usada em Daniel 9.26 que
fora traduzida por “povo” nunca era usada no sentido de “cidadania”, mas sempre
no sentido de “etnia”.
Quando Daniel profetizou sobre “o povo do
príncipe que virá” ele falava sobre um governante que emergirá do mesmo povo de
cuja etnia eram os homens que destruiriam Jerusalém e o Templo, como veio a
acontecer no ano 70 da nossa era. Assim como Paulo cuja etnia era judaica,
mesmo que tivesse cidadania romana, da mesma forma o texto está falando da
etnia do povo do Anticristo.
Os árabes, sírios e descendentes de Ismael,
de forma geral, mesmo como soldados romanos, destruíram a cidade e o Templo, e
o futuro príncipe deste povo, mencionado na profecia de Daniel,
o anticristo, será um deles, também descendente de Ismael, um príncipe que
virá do Norte de Israel cuja convicção religiosa exige a decapitação de infiéis
e todos que declarem que Jesus é Filho de Deus (Apocalipse 20.4; 1 João 2.22).

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