“UMA GRAÇA NO A.T. QUE SÓ PODE SER PERCEBIDA NA FORMA DE DEUS
AGIR”
Graça, no sentido de graça incondicional, de graça gratuita, de graça
não merecida (tratando-se de algo unilateral, algo que depende única e
exclusivamente de Deus), é algo que vemos apenas na forma de Deus agir em si
nos escritos da antiga aliança, é algo que não vemos em uma palavra hebraica em
si.
Hb. "Chessed", que alguns entendem como graça, é melhor
entendido como benevolência, bondade.
Hb. "Chen", significa graça, mas ainda sim não uma graça
unilateral de forma incondicional que depende apenas de Deus e de Sua vontade.
Exemplo básico de graça incondicional e\ou unilateral dependendo
apenas de Deus e da vontade de Deus:
1. O plano de salvação divino elaborado ou providenciado por Deus desde
a fundação do mundo (Apocalipse 13:8), foi um ato gracioso incondicional de Deus.
2. O criar o ser humano que não merecia tal feito, foi um ato gracioso
incondicional de Deus, haja vista que Deus já sabia de antemão que este
falharia em fazer a vontade de Deus humildemente.
3. O cobrir a nudez do ser humano após o pecado ao invés de matar de
imediato o ser humano, foi também um ato gracioso incondicional de Deus.
4. A oportunidade de salvação em si, aos ninivitas, por meio da pregação de Jonas, foi também um ato gracioso incondicional de Deus, eles não mereciam essa oportunidade de salvação proveniente da parte de Deus.
Graça, em si, é um atributo de Deus, assim como o amor é um atributo de
Deus, graça esta cujo a manifestação se dá desde a eternidade, adentrando ao
tempo; de modo que, a graça não é uma mera dispensação com data de início e
prazo de validade para acabar dentro do nosso tempo.
Por mais que não encontramos um termo hebraico para graça de forma incondicional, gratuita, em algum texto da bíblia hebraica, ainda sim vemos tal graça presente e sendo manifesta na história; assim como mesmo não havendo a palavra Elohyim (Deus) no livro de Ester, ainda sim é notório que Ele estava presente e atuando naquele período da história retratado no livro.
A GRAÇA GRATUITA NÃO É UMA MERA DISPENSAÇÃO COM PRAZO DE VALIDADE; CRISTO É A MANIFESTAÇÃO PLENA DESTA GRAÇA E A ENCARNAÇÃO DA MESMA PROPRIAMENTE DITO! Leia: TT 2:11-14
Esta, que há de ser manifesta e experimentada de eternidade a eternidade, é percebida desde sempre na história da humanidade, no grandioso ato de Deus, que em essência é bom, decidir ajudar (salvar) independente de o ser humano ser merecedor de tal ajuda (salvação); Porém, uma vez que, tal ajuda no tocante a salvação é apresentada como sinal desta graça gratuita incondicional e unilateral manifesta ao ser humano não merecedor, não digno, moralmente falando, é exigido da parte de Deus que é bom, a partir de tal momento, uma posição, um corresponder de forma positiva, da parte do próprio ser humano, para que se dê de fato a efetivação desta ajuda (salvação); e é aí que entra a fé/confiança e a obediência/fidelidade; ou seja, a graça é gratuita unilateral e incondicional porque é disponibilizada não por causa dos nossos bons feitos mas única e simplesmente pela bondade de Deus, mas todavia ela ao ser disponibilizada exige algo de nós. Leia: EF 2:8-10
Mesmo que não haja um termo que defina a presença dessa graça gratuita na história até antes da cruz, ainda sim ela é manifesta e vista desde a fundação do mundo até a cruz, e não só a partir da Cruz; é igual a atuação de Deus na história no período de Ester, não temos o nome de Deus escrito no livro que fala sobre aquele período da história, mas ainda sim, é fato que Deus estava presente e atuante naquele período ainda que no texto não encontremos o YHWH (Tetragrama); e o mesmo é com relação a esta graça gratuita incondicional unilateral; não encontramos um termo que a defina no hebraico, mas a vemos claramente presente no decorrer da história, e indo de Eternidade a Eternidade.
CONCLUSÃO:
A graça não é algo que só se iniciou a partir de Cristo, como se antes
dele esta não houvesse ou não existisse como alguns ensinam baseados em João
1:17; pois do contrário também temos que dizer que antes de Cristo não existia
verdade, sendo que a lei de Deus é a verdade, ou será que a lei de Deus é
mentira? Lógico que não!

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