"OS 7 DIAS DA CRIAÇÃO E SUA CONEXÃO COM OS 7 MILÊNIOS"
PRIMEIRO DIA - primeiro milênio; o homem em obediência ao Criador é luz, pois reflete, comunica a essência (imagem e semelhança) do Criador, portanto o "Haja Luz" representa a criação do homem em perfeição, e mais tarde no intuito de fazer separação entre esta luz e as trevas das concupiscências dos olhos, da carne e soberba da vida é que Deus dá instruções, a primeira se referindo ao conhecimento do bem e do mal que se buscado por motivação errada, ego, soberba e orgulho traz apenas as trevas, ao ponto da luz que envolvia o homem e inibia a percepção de nudez se dissipar e o homem se esconder de seu Criador por vergonha. No momento da queda Deus já faz a promessa de redenção onde o descendente da mulher (Luz) pisaria a cabeça da descendência da serpente (Trevas), Caim representando a descendência da serpente é advertido por Deus para dominar o seu desejo que já às portas para ser executado, novamente a instrução de Deus serve como luz para dissipar as trevas, mas concretizando assim o pecado a descendência da mulher representado por Abel é morta e Caim sai da presença do Senhor indo para Node ao oriente do Éden, ou seja, as trevas se apartam da luz mais uma vez. Nos tempo de Enos filho de Set (representantes da luz, descendência da mulher) o nome do Senhor volta a ser invocado, e logo aparecem os ditos Benei Elohyim (trevas) que forçam as mulheres (luz) e as corrompem, dando origem aos homens de renome da antiguidade os ditos "nefelim" os "caídos moralmente" e as trevas começam dominar a terra de tal maneira que não há outra alternativa senão um recomeço, mas sendo Deus justo, os representantes da luz como Matusalém, Enoque, e o próprio Noé são levantados para pregarem por um período de tempo trazendo a instrução divina (luz) para admoestar e convencer os ímpios de seus maus caminhos, como podemos verificar na epístola de Judas. Concluímos portanto a nossa abordagem correlacionando o primeiro dia da criação com o primeiro milênio do homem, período que compreende a vida de Adão, onde nasceram nove gerações, ou seja de Adão até Lamek pai de Noé, período que demonstra a luz sendo criada na figura do homem a imagem e semelhança do Criador que, por meio da Palavra (que é a verdadeira Luz), gera a distinção entre luz e trevas, onde o homem é sempre alertado e instruído de como manter a luz da intimidade, fidelidade e obediência ao Criador para que não sucumba às trevas de seus próprios desejos, paixões e instintos que o levará a concretização de seus intentos dando forma ao pecado que o condena a se apartar da luz do Criador. E é neste contexto de sucumbir aos desejos e se tornar escravo do pecado que ligamos tal período de forma alegórica ao cerne da festa de Pêssach, pois lembramos assim do contexto que levou ao Egito o povo de Israel, que era família daquele que tudo podia governar no reino, estando apenas abaixo do que se assenta no trono, a saber, José; José assim como Adão recebe total autoridade para dominar, e por um período tudo em suas mãos prospera, mas com o tempo, o orgulho, soberba e inveja dos filhos das trevas tomam forma e a situação de autoridade e domínio se altera e a humanidade na figura de Adão assim como os filhos de Israel se tornam escravos e tudo parece perdido vem a promessa de redenção seja pela Arca, seja por Moisés o libertador, e assim do domínio à escravidão e da escravidão à redenção, é que traçamos os paralelos do primeiro dia da criação, com o primeiro milênio da humanidade, e, a primeira festa do Senhor.
SEGUNDO DIA - segundo milênio, onde Noé e seus filhos são figura central em meio ao contexto da condição do homem caído, longe de Deus, que se tornou em densas trevas; Deus com peso no coração decide destruir a sua criação pela maldade do homem e para isso se utiliza das águas que outrora o domo em sua expansão deixou nas partes superiores, e também as águas das fontes das profundezas; Vemos então os elementos do segundo dia da criação totalmente envolvidos neste período do homem, mas o que temos que notar é que após isso houve uma segunda queda, e também por ingestão de um fruto das vinhas de Noé, gerando assim o episódio das bençãos e maldições aos filhos e neto de Noé, e é esta separação que define este período; ou seja, os filhos abençoados Sem e Jafé se tornando as águas superiores que pela ação do Espírito são elevados tanto em ter como em proclamar a um Deus único, como também por terem legislações baseadas na instrução divina dada no Éden e passada pela descendência da mulher (luz) e como orvalho pelas suas ações, moral e espiritualidade trazem frescor e vida a lugares desérticos, enquanto os descendentes de Canaã se tornam as águas inferiores que arrasam e destroem as conexões com o verdadeiro Criador colocando a idolatria, a lascívia, prostituição e servidão como padrões de carácter e tanto que tais povos mais tarde foram alvos de mandato de destruição do próprio Deus conforme vemos em Deuteronômio 20:16-18; Assim podemos ver que efetivamente houve uma separação de seres elevados e os ditos vasos de desonra, e tal ciclo de separação continua, pois após o estabelecimento dos filhos de Noé para cada direção das ilhas das nações conforme Gn. 10, também podemos vislumbrar o aparecimento de Nimrod, um ser que a exemplo dos "Nefelins" começou a ser poderoso sobre a terra, e novamente as trevas tomam forma e Nimrod começa a sub-julgar o homem, o fazendo ir contra as instruções de Deus, que ordenou multiplicar, se espalhar para povoar a terra, mas o poderoso caçador diante de Senhor manifesta a ideia de se ajuntarem para construírem uma cidade elevada, espécie de palácio-torre para que se vindo novo dilúvio eles não perecessem, além de arrogantemente tentarem chegar ao domo e assim fazerem seus nomes célebres, aqui é a gênese da Babilônia, a Grande Cidade a Mãe da Abominações da Terra, de onde provem "O Sistema" escravizador, que sub-julga sorrateiramente os indivíduos, formando uma teia do cotidiano urbano, o espírito da cidade, onde o tempo escorre pelos dedos pois todos estão reféns de seus afazeres laborais ou consumistas, sem tempo para apreciar a criação e portanto esquecendo pouco a pouco da existência de Um Criador; Notemos que Deus intervêm de forma direta nos acontecimentos, promovendo mais uma separação entre os homens, os dispersando por todo a superfície da terra, logo após este acontecimento vem mais uma separação, o chamado de Abrão que consistia de forma parafraseada em: "se separe de sua parentela e expandindo o seu caminho vá até a terra que lhe será dita"; Partindo da criptografia que fala que águas são povos, nações e línguas (Ap. 17:15), e no segundo dia fala da separação de águas e águas, percebemos aqui portanto, desde o que já falamos, da separação de Noé e os seus filhos do resto da humanidade, que pereceu, as bençãos e maldições sobres estes filhos que separam duas linhagens, a línguas confundidas que separam os homens por toda a terra, agora temos o chamado de Abrão que definitivamente separa águas e águas, ou seja, nações e nação de Israel, as águas inferiores das águas superiores. A festa que condiz com o que vimos é a festa dos pães sem fermento, ou ázimos, que tem intrínseco primeiramente a aflição, tanto que a matsáh é chamada de pão da aflição em (Dt. 16:3) e dentro da ordem de quinze passos na cerimônia de páscoa (Sêder de Pêssach), onde se recorda o sentimento de apreensão e pressa ao sair do Egito, onde não houve tempo para a fermentação do pão, pois logo se deu à última praga da mortandade dos primogênitos e a corrida até se chegar ante ao Mar, percurso que demorou sete dias, os israelitas somente dispunham deste pão não fermentado. O sentimento dos homens neste segundo milênio de história, se equipara ao dos Israelitas em fuga do Egito, pois a aflição representado no pão não fermentado, indica constante e total dependência para os próximos passos, Noé deve ter ficado aflito ao se fechar a arca e começar a chuva, confiando no Senhor para os próximos passos, assim também deve ter ocorrido com os filhos de Noé ao se espalharem e povoarem a superfície da terra. Vemos aqui outro aspecto da celebração da festa dos Pães sem fermento, que é o aspecto de separação, Noé ouviu a instrução, creu e isso foi imputado por justiça, e uma vez que o homem se achega à Deus e tem a salvação lhe oferecida por meio da graça, o processo é se separar, tirar o fermento, o orgulho, a malícia e a maldade, tanto que Noé por mais de um século enquanto construía a arca, alertava ao mundo sobre a eminência do juízo divino e a necessidade de separar do mal caminho. Do mesmo modo, Abraão se separou de sua cidade natal, se separou de sua parentela, e por fim em aflição pelo longo caminho de sua jornada foi deixando todo o fermento do orgulho humano pelo caminho, até mesmo o filho concebido por orgulho e falta de confiança na promessa ficou para traz, e por fé até mesmo o filho da promessa, ele não teve por orgulho negar ao Senhor que dele o solicitara.
TERCEIRO DIA - terceiro milênio e a festa das primícias = o terceiro milênio do homem sobre a terra, onde Abraão e sua descendência são o foco, comparados à terra cercados por águas das nações (Ap. 17:15), ou seja, Israel povo que tem a promessa e se estabelece na “Terra” prometida, tem orientações para se separar das demais nações em volta (águas), se tornando uma ilha de onde deveria fluir o conhecimento e temor do Senhor, tanto pelo exemplo dos patriarcas que eram amigos de de Deus, como pela observância correta da Santa e Bendita Torah orientação instrução divina de Deus pelos filhos de Israel. E assim se Israel ouvisse e guardasse a santa Torah de Deus sem se misturar aos povos que o cercavam conforme orientação de Deus em Ex. 34:10-17 e Dt. 7:1-9, se manteria na terra sob as bençãos do Senhor, portanto uma porção seca, separada e consagrada ao Senhor no meio das águas de nações, línguas e povos. Mas, dentro deste milênio que começa por volta do chamado de Deus à Abraão, se tem a conquista desta terra prometida, prova esta que estabeleceria Israel definitivamente como um povo único, com valores destintos, um verdadeiro protótipo de reino, estabelecido pela Boa Nova da Palavra de Deus, e não apenas uma junção de pessoas de uma mesma ancestralidade, e assim, bem ajustados e sob estandartes e em marcha, conquistou-se a terra prometida das nações que lá habitavam, nações estas que como erva foram varridas pela ordem da Palavra do Senhor. Pedro em determinada comparação, citando Isaías 40, liga os não regenerados pela Palavra como erva que seca. Notamos portanto que assim que Deus estabelece um povo e outorga a este povo uma norma de conduta; os demais povos, se não se achegarem ao primeiro e ouvirem e obedecerem a esta norma, mesmo que floresçam e deem sementes, ou seja, ainda que multipliquem e cresçam e povoem o mundo todo, eles um dia secarão como a erva, e a glória de suas obras antagônicas à vontade de Deus, como flores cairão ao chão. No entanto Israel é tido como que jardins a beira dos rios, como árvores de sândalo plantadas pelo Senhor, na profecia proferida por Balaão na famosa canção “Ma Tovú” (Quão Formosas) em Números 24:5-9. Temos vários textos que determinam esta diferenciação, de um povo com leis estabelecidas por Deus e dos demais que renegam tal orientação divina; o primeiro sendo comparado a árvores junto a fontes, e o segundo a ervas secas que serão levadas pelos ventos. Mas antes desta vinculação de um povo que possui uma lei, instrução divina, para as arvores frutíferas obedecerem, houve o chamado de um homem que seria o pai deste povo e é em Abraão que vemos a promessa de Deus de frutificação. E assim como ocorreu com Abraão que recebeu a bênção de possuir a terra e ser frutífero ao ponto de ter a descendência comparada ao número de estrelas nos céus, assim também foi com Isaque, conforme Gênesis 26, e se repetiu com Jacó em Gênesis 28, e continuou em José que recebeu a benção de seu pai Jacó em Gênesis 49:22. O filho de José, a saber, Efraim já nasce recebendo um nome com associação à frutificação, em Gênesis 41:52. E este também recebe de Jacó seu avô uma bênção especial, de primogênito, mesmo sendo o segundo filho, de ser a plenitude dos gentios (מלא־הגוים) “melo-hagoyim” ou multidões de povos. E assim Israel frutificou, e se tornou um reino poderoso por todo o terceiro milênio da criação chegando ao Ápice moral no reinado daquele que era segundo o coração de Deus, Rei David, e no ápice de sabedoria e expansão territorial com o Rei Salomão, e neste último reinado é que os reis da terra se admiravam com a grandeza de Israel e suas leis bem como a aplicabilidade destas leis pelo Rei Salomão. Enquanto isso, no resto do mundo os reinos que se seguiam um após outro ficavam mais hábeis na crueldade de suas guerras, na dominações humilhantes e depravadas dos inimigos, nos dispêndios exorbitantes em obras suntuosas, resquícios do ideal babilônico de se fazer o nome dos homens célebres em construções que infligisse isso aos demais povos, e assim constatamos as flores das ervas que em glória se manifestam mas ao fim serão secas e ao chão terminarão, e tal pensamento e atitude se multiplica tal qual as ervas cada uma dando a sua semente conforme a sua espécie, e Israel de mesmo modo, neste período frutificando, dando sementes conforme sua espécie e como bem sabemos sempre existiram e existem até hoje as árvores que dão bons frutos e as que dão frutos maus e esta associação é feita por Jesus de maneira incisiva em Mateus 7:15-20. Vemos claramente nestas associações que a frutificação é intimamente ligada à índole do indivíduo em se relacionar com Deus por meio das instruções, ensinamentos e direcionamentos que a Santa Torah instrução orientação de Deus internalizada em nós por meio do Espírito do Senhor pode nos proporcionar. Este frutos acima listados, eram constantes e bem cultivados no período entre Abraão e Salomão, seja na vivência íntima com Deus cujos patriarcas gozavam, seja na vivência dos mandamentos nos 40 anos de deserto sob liderança de Moisés, e que prosseguiu na liderança de Josué, ou até mesmo nos altos e baixo do povo no período dos juízes, até culminar na implementação da dita habitação do Senhor na terra no reinado de Salomão, em todo este terceiro milênio da criação vimos a frutificação dos bons frutos em Israel, como também os dos maus frutos em Israel mas principalmente na relva do resto do mundo.
QUARTO DIA - quarto milênio, período que podemos ter como iniciando com a divisão do Reino de Israel após a morte do rei Salomão até a morte e ressurreição de Jesus. Alguns elementos deste quarto dia já foram de alguma forma caracterizados quando falado do primeiro dia da criação, onde luz e trevas e sua separação são associados ao homem em obediência à Instrução de Deus, refletindo a imagem e semelhança do Criador em plena luz, (sendo a descendência da mulher, ás águas de cima, a terra de onde nascem árvores frondosas que produzem muitos frutos), e o homem em desobediência sendo escravizado por suas concupiscências, desejos e paixões se afastando da luz da instrução e vontade de Deus e se tornando trevas, (descendência da serpente, águas de baixo, águas das nações, relva e erva que seca e é levada pelo vento). Mas tais elementos ganham mais significância com os eventos deste quarto milênio, e verificando dentro do contexto bíblico encontramos uma passagem de Apocalipse onde o sol a lua e as estrelas são retratadas em associação a uma figura feminina. Como vimos anteriormente na análise do terceiro dia, Israel é a terra e os árvores frutíferas sendo os patriarcas os primeiro frutos ou seja as primícias da colheita à Deus, neste mesmo sentido temos aqui a ligação com Shavuot/Pentecostes que começa com a apresentação das primícias que agora neste quarto milênio de análise são as estrelas do quarto dia, indicando não mais os patriarcas mas sim os que se levantam em meio as trevas para orientar o povo, sendo portanto a figura dos profetas que em meio aos reis corrompidos eram a única fonte de luz orientadora, com raras exceções no reino do sul como alguns reis, como Ezequias e etc.... daí voltamos a apresentação da oferta na festa da semanas onde a farinha era untada, ou seja, recebia o azeite, que é intrinsecamente ligada a capacitação do Espírito Santo, que é o assunto central em ambos os eventos de Shavuot/Pentecostes relatados de forma particular nas escrituras, que seriam o Shavuot no Sinai quando o povo recebe a orientação e capacitação do alto por meio do recebimento da Torah, e o Shavuot/Pentecostes de Atos 2, onde os discípulos num total de 120 perseveraram e no cenáculo foram untados, recebendo a capacitação do alto, no batismo, imersão no Espírito Santo, para um propósito a iluminação através do Evangelho até aos confins da terra.
QUINTO DIA - quinto milênio, abrange desde a ascensão de Jesus e o recebimento do batismo em o Espírito Santo até a idade média aproximadamente no ano 1000 D.E.C. onde os descendentes de Efraim, ou seja, a casa perdida de Israel com suas 10 tribos, que foram espalhadas após o cativeiro Assírio em 722 A.E.C. agora multiplicadas por todas as nações como peixes no meio da terra, começam a ser pescados pelos apóstolos. A quinta festa se encaixa na missão da "igreja" no quinto milênio que é o de proclamar com voz de trombeta o evangelho por todos os mares para que se possa alcançar e pescar o maior número de peixes (homens) possível, e trazê-los a um período de arrependimento, que na tradição judaica é chamado Yamim Norain (Dias Temíveis) que começam em Yom Teruáh no 1º dia do 7º mês e se estende até Yom Kipur (Dia da Expiação) no 10º dia do 7º mês, período este de introspecção, sincera aflição da alma, para correção de conduta, restituição das falhas para que no dia da Expiação o nome possa não ser riscado mas sim confirmado no livro da vida.
SEXTO DIA - sexto milênio, o nosso milênio, o último antes da redenção; seus elementos e pormenores apontam para algo que ocorrerá ao fim deste milênio; vemos a criação dos répteis e bestas feras apontando para o que foi profetizado em Gn. 3:15-16, na existência primeiramente da descendência e semente da serpente (os filhos das trevas, as águas de baixo e agora répteis) e o fortalecimento final dos reinos estabelecidos por esta descendência, que em Daniel 7 são profeticamente representados pelas quatro bestas-feras específicas e suas sete cabeças, mas que em conformidade com Apocalipse 13:1-2 se unirão formando a besta, o reino daquele que há de vir para o último ataque ao calcanhar ("עָקֵב" - A'kev trocadilho com "יַעֲקֹ֑ב" - Ya'akov/Jacó) da descendência da mulher, e vemos o gado ou dito os animais domésticos como aqueles que não se juntam aos descendentes da serpente mas que também não são parte da descendência da mulher, e que ao fim serão chamada de o resto das nações, que sobrarão vivas para adentrarem ao reino milenar do Messias mas sem a glorificação de seus corpos Zc. 14:16; Vemos a ordem de frutificação e dominação dada ao homem; e como sabemos, o primeiro domínio foi perdido pela queda e entregue a Serpente, figura do Diabo que é chamado de príncipe deste mundo, deus deste século, e que demonstra tal domínio na tentação de Jesus quando ele o mostra todos os reinos da terra e lhe oferece tal domínio em troca da sujeição e adoração do filho de Deus Mt. 4:8-9; Mas tal domínio será restaurado e dado ao homem na vinda do Messias quando ele sair do Santíssimo lugar ao som da última trombeta, quando o reino for estabelecido e os galardões forem distribuídos, ou seja, o governo, administração, e funções de autoridade forem dadas a cada um conforme suas obras, primeiro aos grandes no reino dos céus (Mt. 5:19), cuja as obras como ouro, prata e pedras preciosas resistirem ao fogo (1ª Cor. 3:11-15 e 2ª Cor. 5:10) e depois o que sobrar aos pequenos com obras de palha, madeira ou feno; E neste encontro com o Messias nos ares é que veremos a verdadeira expressão de "façamos o homem a nossa imagem e semelhança", onde cada um em união com o Messias, como sendo um único corpo, se apresentarão como a esposa, pura e imaculada, agora sim na imagem e semelhança de seu Criador, com o corpo glorificado e mente do Messias, podendo ver a face daquele que ninguém podia ver, senão pela figura do Filho; E é neste sentido de restauração de todas as coisas ao fim do sexto milênio, que D-us pode dizer, diferente dos outros dias, que agora sim, é muito bom. Como é na sexta festa que temos a figura do Sumo Sacerdote saindo do Santíssimo Lugar com os pecados do povo devidamente expiados, e com os nomes inscritos no livro da vida, temos aqui a configuração da vinda de Yeshua que saíra da destra do Pai no Santuário Celeste (Hb. 9:24-28), de onde ele tem ministrado à nosso favor como advogado, expiando dia a pós dia a cada falha e tropeços de seus servos (1ª Jo 1:1-2). E como Jesus adentrou lá ao ascender aos céus e de lá não saiu desde então, a sua saída será para a sua vinda para trazer a testificação da expiação que é a inscrição no livro da vida, e se alguém está lá inscrito convêm que viva e viva abundantemente, ou seja, viva para sempre e portanto a testificação de que o plano redentor foi consumado é que os mortos tenham que ressuscitar e juntamente com os vivos serem cobertos de imortalidade, incorruptibilidade que nada mais é que o corpo glorificado (1ª Co. 15:51-58), e tudo isso ocorrerá ao som da última trombeta, e na lei e os profetas a última trombeta de um ciclo de 50 anos (Jubileu - Yovel) se dava ao 10° dia do sétimo mês, juntamente com o dia da expiação (Lv. 25:8-10), e tal dia também é conhecido como ano aceitável do Senhor ou ano dos redimidos pois era neste ano que todas as dívidas dos filhos de Israel eram perdoadas e todas as posses retornavam a seus primeiros donos, ou seja, a terra era devolvida a tribo, clã e família conforme foi dividida por Josué na conquista da terra prometida (Js. 18:10), tudo em figura da remissão da Criação com a vinda do Messias e o estabelecimento de seu reino. O sexto dia que está ligado ao sexto milênio, está ligado a Sexta festa, Yom Kippur, dia da expiação; e se tal festa for no último ciclo de 50 anos, haverá o toque da última trombeta para anunciar o ano aceitável do Senhor, o chamado ano de remissão - Yovel - Jubileu.
SÉTIMO DIA - sétimo milênio, o milênio do reinado do Messias; ligado a festa de Sucot ou tabernáculos, que aponta também para este período que, após a expiação em Yom Kippur, o povo se preparava para habitar em cabanas, para demonstrar que lembravam de como o Senhor os sustentou e habitou com eles nos 40 anos de deserto na saída do Egito, se alegram como num casamento, onde o habitar nas tendas pode demonstrar na união matrimonial (Gn. 24:67), na figura do encontro da Noiva com o Noivo e a sua união em uma só carne dentro da tenda.(2ª Cor. 11:2). Por ser a última festa, onde os produtos da terra já haviam sido colhidos e agora seriam estocados para sustento no inverno, assim também nós adentraremos ao milênio despreocupados com o sustento pois ele já estará garantido no Senhor que primeiramente nos dará corpos incorruptíveis como o maná guardado para memorial no pote de ouro dentro da arca do testemunho (Ex. 16:32, Hb. 9:4 e Ap. 2:17), depois por nos fazer governantes e sacerdotes com o Messias onde receberemos as dádivas das nações, as panelas de Jerusalém serão todas santificadas para as ofertas e como sacerdotes tem parte das ofertas assim teremos também sustento (Zc. 14:16-21).

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