domingo, 2 de agosto de 2020

"O QUE SERIAM OS 24 ANCIÃOS?"


"O QUE SERIAM OS 24 ANCIÃOS?"

[Vamos entender isso no seu contexto judaico]

Textos nos quais encontramos menção dos 24 anciãos, para ler: AP 4:4,10,11 / AP 5:5,6,8,11,14 / AP 7:11,13 / AP 11:16 / AP 14:3 / AP 19:4

O livro do apocalipse é repleto de simbologias profundas em seu significado, de modo que, nem tudo nele deve ser levado ao pé da letra, no sentido literal, um exemplo básico são os 24 anciãos.

Em AP 21, se lermos veremos que fala sobre a nova Jerusalém, veremos ali a menção das doze tribos de Israel que veio a se tornar em duas casas de Israel, V 12, e dos doze apóstolos, V 14, um total 24; configurando assim o Israel de Deus, a Igreja de Cristo em sua real configuração, aqueles com os quais o novo pacto (de Jr 31:31-33) foi feito na cruz, constituindo assim um Reino Sacerdotal (AP 1:6 / 5:10); em cada um dos quatro lados ao redor da nova Jerusalém há três portas que nos arremetem imediatamente para a divisão das doze tribos ao redor do Tabernáculo no qual o Eterno se manifestava no meio de um povo escolhido para ser um Reino Sacerdotal para as nações (NM 2:1-3,10,18,25); porém, na nova Jerusalém (que é o Tabernáculo de Deus com os homens) o Eterno não apenas vai se manifestar no meio do Seu povo, como habitará com os tais, que mediante a ligação com as doze pedras do peitoral do sumo sacerdote, Vrs 14,19,20 (de AP 21), podemos dizer que serão um Reino Sacerdotal na nova terra, na nova Jerusalém.

Veja duas imagens ilustrativas abaixo:
***

Quando vemos o trono divino no meio, e vinte e quatro tronos a volta, em AP 4:4, podemos ver o simbolismo de que o Reino Sacerdotal é composto pelas doze tribos de Israel crentes em Deus e no Messias como os doze apóstolos que representam a Igreja em sua real configuração.

O que está assentado no trono tem a aparência de jaspe e sardônica que são duas das doze pedras do peitoral do sumo sacerdote, a primeira e a última, estas duas pedras fazem referência ao primeiro e último filho de Jacó, a saber, Ruben e Benjamin, representando assim todo o Israel, todas as tribos de Israel (pode ver ÊX 28:17-21), ou seja, o que está assentado sobre o trono tem ligação com a totalidade das tribos de Israel, o Israel segundo a promessa e o Espírito que consiste na real configuração da igreja de Deus e de Cristo.


Até os quatro animais ao redor do mesmo trono, AP 4:6-8, e que possuindo cada um uma face específica em si, tem ligação com a configuração da divisão das doze tribos em quatro partes, tendo cada parte ao redor do tabernáculo que simboliza a santidade do trono de Deus na terra, a sua bandeira específica, três tribos em cada um dos quatro lados em volta do tabernáculo;  o rosto de boi aponta para bandeira da tribo de Efraim, o rosto de homem aponta para a bandeira da tribo de Rúben, o rosto de águia aponta para a bandeira da tribo de Dã, e o rosto de leão aponta para a bandeira da tribo de Judá; já os muitos olhos é pelo fato de que esses quatro animais simbolizam um aglomerado de pessoas que compõem todas as tribos repartidas em quatro partes ao redor do Tabernáculo terrestre, sombra do Tabernáculo celeste, que tem ligação com a nova Jerusalém, que tem como configuração as doze tribos de Israel e os doze apóstolos que representam os crentes das duas casas de Israel que configuram o Israel de Deus, a nação santa, o Reino sacerdotal da e na nova terra.

EM NÍVEL DE INFORMAÇÃO:

Chizkuni, Números 2: 2: 1
Bamidbar Rabbah 2,6
Ibn Ezra

Trecho abaixo:

"Sobre as bandeiras"

A bandeira do acampamento de Reuven tinha o contorno de um ser humano... O contorno de um leão foi desenhado ou costurado na bandeira de Yehudah, que foi chamada de "leão" na Torá por seu pai (Gênesis 49,9)... A bandeira de Efrayim mostrava o contorno de um boi, a quem seu pai Joseph havia chamado de Shur, boi (Deuteronômio 33,17)... Na bandeira de Dan havia o contorno de uma águia...


CONCLUSÃO:

O Trono divino Celestial é o assentamento da Glória onde o Eterno está assentado no céu de Deus, e era no Tabernáculo terrestre onde a presença (Shechinah = Xêrriná) do Eterno YHVH se manifestava sobre o propiciatório; PORÉM, na nova terra, o Trono divino (no qual o Eterno se assenta) estará nela, não apenas sua glória se manifestará na nova Jerusalém (a cidade do alto, que tem ligação criptografada e revelada com a Igreja de Deus e de Cristo em sua real configuração, a saber, as doze tribos de Israel crentes em Deus e no Messias, e os doze apóstolos do Senhor Jesus o Cristo que são comparados a 12 fundamentos, representada pelo Tabernáculo terrestre), na verdade nesta o trono divino celestial estará, porque nesta, Deus habitará juntamente com os homens, com a santa igreja em sua real configuração representada pelos 24 anciãos cujo significado já fora explicado.

Não são 24 literalmente; são INTEGRANTES das duas casas de Israel (12 tribos) tendo como fundamento os 12 apóstolos, compondo assim a Igreja de Deus e de Cristo em sua real configuração, o Israel de Deus, um REINO SACERDOTAL no Messias!

Os 24 anciãos em Apocalipse trata-se da Igreja da eternidade. A Noiva em Apocalipse trata-se da igreja da Era Messiânica. Não são duas igrejas e sim a Igreja de dois períodos distintos no tempo: Milênio e Eternidade. A própria teologia faz algo semelhante com relação a Igreja e as ditas Eras da Igreja.

Nenhum comentário:

Postar um comentário