segunda-feira, 23 de novembro de 2020

"PELAGIANISMO, ARMINIANISMO, SEMIPELAGIANISMO, E MINHA PERSPECTIVA"

"PELAGIANISMO, ARMINIANISMO, SEMIPELAGIANISMO, E MINHA PERSPECTIVA"


A) DEZ PONTOS PELAGIANOS

1. O pecado de Adão afetou em todos os sentidos e aspectos tão somente a ele e não aos seus descendentes.

2. O ser humano desejando pode viver sem pecado sem o auxílio da graça de Deus.

3. A natureza humana é capaz de cumprir a vontade divina de fazer sua própria escolha.

4. A totalidade dos filhos de Adão não morre na queda e morte de Adão.

5. As crianças nascem com uma natureza humana perfeita.

6. Não existe pecado original.

7. A vontade humana mesmo pós queda não tem tendência intrínseca de praticar o mal.

8. Não há vínculo orgânico entre Adão e seus descendentes.

9. Não há transmissão hereditária.

10. Graça é o livre arbítrio.


B) 10 PONTOS ARMINIANOS

1. O pecado de Adão afetou em todos os sentidos e aspectos não só Adão como os seus descendentes.

2. O ser humano sem o auxílio da graça de Deus não consegue viver sem praticar pecados.

3. A natureza humana é incapaz de cumprir a vontade divina de fazer sua própria escolha.

4. A totalidade dos filhos de Adão morre na queda e morte de Adão.

5. As crianças não nascem com uma natureza humana perfeita.

6. Existe pecado original.

7. A vontade humana pós queda tem tendência intrínseca de praticar o mal.

8. Há vínculo orgânico entre Adão e seus descendentes.

9. Há transmissão hereditária.

10. Graça é o Espírito Santo.


C) 5 PONTOS SEMIPELAGIANOS

1. Há no homem pós queda força volitiva remanescente, para colocar em movimento o início da salvação.

2. O início da fé (o 1º passo de fé) não depende da graça, mas parte do homem.

3. O livre arbítrio foi conservado intacto mesmo após a queda de Adão.

4. A vontade humana pós queda de Adão está livre.

5. O ir a Deus é algo possível independente da graça divina.


D) MINHA PERSPECTIVA SOBRE A NATUREZA HUMANA ATUAL

Após a queda de Adão, sua descendência vem ao mundo não com uma natureza humana pecaminosa, mas sim com herdada uma natureza humana decaída fortemente propensa a se inclinar e pender para o pecado e sujeita a morte, que é o que natural e habitualmente o ser humano o faz e que acontece com todos os filhos de Adão; seus descendentes nascem sem o livre arbítrio, mas tendo o arbítrio (que em si seria o poder de escolha), havendo total e indispensável necessidade da graça de Deus para que faça-se algum bom uso do arbítrio, tendo a vontade de fazer o bem e sendo capacitado para o executar; o ser humano precisa desta graça até para que haja possibilidade de exercer fé salvífica; sem tal graça, por meio do arbítrio, o ser humano só se inclina para o mal, fazendo assim coisas que não agradam a Deus; de modo que, toda boa ação praticada em momentos isolados pelos ser humano, é mediante a graça de Deus (disponível para todos os seres humanos) que leva o mesmo a executar tais práticas e por fim a ativar uma fé salvífica.


De Modo Que:


Essa definição da natureza humana, ao meu ver, não se enquadra nem no arminianismo, nem no pelagianismo, e nem no semipelagianismo; e, ao meu ver, esta seria uma definição negativa da natureza humana, mas não tão pessimista quanto a de Armínio, e muito menos positiva como a do Pelagianismo e Semipelagianismo.


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