“QUEM É O TEU MARIDO?!”
Romanos 7:24,25 “Miserável homem que eu sou! quem me
livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.
Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à
lei do pecado.”
Vemos aqui a
realidade de se tentar viver uma religiosidade ou vida religiosa ou piedosa,
sem Cristo e sem o Espírito Santo de Deus internalizado; por mais zeloso e
irrepreensível que possa ser para os homens, a realidade é que não passará de
um verdadeiro fracasso.
Paulo usa a
analogia do casamento entre um homem e uma mulher para tratar de um assunto
espiritual de extrema importância. Vrs 1-4 “Não
sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio
sobre o homem por todo o tempo que vive? Porque a mulher que está sujeita ao
marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está
livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera
se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não
será adúltera, se for de outro marido. Assim, meus irmãos, também vós estais
mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que
ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.”
A lei marital (a
lei do casamento) liga a mulher ao marido durante todo o tempo em que este
estiver vivo.
Paulo usa o exemplo
do casamento físico, de uma união física, para tratar de casamento espiritual
de uma união espiritual.
Nesta analogia, em
se tratando do marido, há quem suponha ou imagine, que faça alusão a lei de
Deus (que muitos preferem chamar de lei mosaica).
Nesta analogia a
mulher faz alusão ao gênero humano em si.
O marido na verdade
não faz alusão a lei de Deus em si, e sim ao pecado. Vrs 22,25 “Porque, segundo o homem interior, tenho
prazer na lei de Deus ... Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor.
Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à
lei do pecado.” \ Romanos 8:7 “Porquanto
a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de
Deus, nem, em verdade, o pode ser.”
DE MODO QUE: Ou o
ser humano está casado, em comunhão com o pecado, Ou, o ser humano está casado,
em comunhão com Deus por intermédio de Cristo.
Existe um manual que
rege ambos os relacionamentos espirituais, a saber, o com o pecado, e, o com
Deus através de Cristo.
O que rege o
relacionamento com o pecado e que leva a agradar e satisfazer o pecado é a lei
do pecado, que consiste em nada mais nada menos que fazer tudo ao contrário do
que a lei de Deus ensina a fazer e a não fazer.
O que rege o
relacionamento com Deus por meio de Cristo e agradar e satisfazer a Deus por
meio de Cristo é a lei de Deus que consiste em fazer tudo ao contrário do que a
lei do pecado ensina a fazer e a não fazer.
A natureza humana
decaída em si opta, por si só, por unir-se, agradar, e satisfazer ao pecado, vivendo
na desobediência a lei de Deus.
Não se pode
relacionar-se com Deus através de Cristo, estando ainda unido e em comunhão com
o pecado tendo-o como marido; tem que haver morte no primeiro relacionamento
para que a lei marital do primeiro relacionamento chegue ao seu fim e assim o
próximo relacionamento não será caracterizado adultério; a única coisa que põe
fim a lei marital de um casamento possibilitando um novo casamento não se
caracterizando em adultério é a morte (no caso de adultério, o princípio
espiritual da penalidade para o adultério é que o adúltero está morto ainda que
o tal esteja respirando; então a parte traída pode, se assim o quiser,
separar-se do tal cônjuge, como sendo viúva ou viúvo de cônjuge vivo). Êxodo
20:14 “Não adulterarás.” \
Levítico 20:10 “O homem que cometer
adultério com a mulher do seu próximo deverá morrer, tanto ele como sua
cúmplice.” \ Deuteronômio 22:22 “Se
um homem for pego em flagrante deitado com a mulher de outro, os dois deverão
pagar por esse delito com pena de morte, o homem e a mulher com quem se deitou.
Desse modo extirparás o mal do meio do teu povo, ó Israel.”
Outro caso, que dá margem
para separar-se é, se a vida estiver em risco (pois o mandamento é para vida);
mas não há base textual para afirmar que essa situação também possibilita novo
casamento; o certo é esperar a outra parte entrar em um relacionamento o que caracterizar-se-á em adultério e aí sim, tendo em vista o princípio espiritual
da penalidade para o adultério, unir-se em matrimônio com outra pessoa; separar
porque a outra parte descrente não quer continuar casada é permitido mas Paulo
não escreveu que isso dá carta branca para entrar em outro relacionamento; uma
coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa.
O Espírito em si
opta, por si só, por unir-se, agradar, e satisfazer a Deus por meio de Cristo,
vivendo na obediência a lei de Deus em sua base e com a intenção e motivação
correta.
O pecar, em si,
consiste num ato de traição; aquele que se considera servo de Deus, ao pecar, está
traindo Deus com o pecado; é como o marido ou esposa que não vigia e acaba traindo
o cônjuge com outra pessoa; todos estamos sujeitos a trair Deus com o pecado em
algum momento na caminhada ainda que busquemos nos policiar a cada dia mais com
a ajuda do Espírito Santo de Deus, mas toda vez que ocorrer essa traição o certo
a se fazer é confessar e deixar para assim alcançar misericórdia, perdão; o
problema da natureza humana só será efetiva e definitivamente solucionado no
dia em que os corpos dos servos de Deus e de Cristo forem revestidos de
imortalidade e incorruptibilidade, e isso só se dará no dia da vinda do Senhor
no qual ocorrerá o arrebatamento da santa igreja! Provérbios 28:13,14 “O que encobre as suas transgressões nunca
prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Bem-aventurado
o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal.”
\ 1 João 1:8-10 “Se dissermos que não
temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se
confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados,
e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo
mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
Em romanos 7 nós
vemos um Saulo Paulo, inicialmente como um mero religioso, não unido ou em
comunhão com o Cristo, sem o Espírito Santo de Deus, tentando se relacionar com
Deus e não o conseguindo efetivamente, pelo simples fato de lhe faltar forças
internamente para tal feito; e tal força ou poder se obtém por intermédio do
Espírito Santo de Deus, através do qual se é regenerado internamente e
capacitado com poder do alto. Vrs 14-23 “Porque
bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque
o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço
isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De
maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque
eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o
querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que
quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o
não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que,
quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior,
tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha
contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está
nos meus membros.”
QUEM É TEU MARIDO?

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