sábado, 26 de junho de 2021

"EVIDÊNCIAS DE QUE O JESUS DE NAZARÉ HISTÓRICO NÃO É UM MERO MITO"

"EVIDÊNCIAS DE QUE O JESUS DE NAZARÉ HISTÓRICO NÃO É UM MERO MITO"


Jesus existiu? 

Há alguma prova real, científica ou histórica disso? 


Sim, haja vista, TERMOS relatos não apenas cristãos como também até não cristãos!


JUDAICA -

. Flávio Josefo (Yosef ben Mattityahu) em Antiguidades Judaicas (Antiquitates Judaicae), por volta de 93/94 d.C., com parte do trecho sendo muito provavelmente um acréscimo posterior devido ao que Orígenes de Alexandria (184-283 d.C.) declara em comentário sobre Mateus, livro X, capítulo 17.


ROMANA - 

. Plínio por volta de 111 d.C.

. Tácito por volta de 115 d.C.

. Suetônico por volta de 122 d.C.


PATRÍSTICA -

. Clemente Romano por volta de 95-98 d.C.

. Pápias de Hierápolis por volta de 95-120 d.C.

. Inácio de Antioquia por volta de 105-117 d.C.

. Policarpo de Esmirna por volta de 110-140 d.C.


APÓCRIFOS -

. Evangelho de Tomé entre os séculos I e III d.C.

. Evangelho de Pedro por volta do século II d.C.

. Papiro Egerton 2 por volta do final do século II d.C. 


EVANGELHOS DENOMINADOS CANÔNICOS -

. Marcos por volta de 50 d.C.

. Lucas por volta de 80-90 d.C.

. João por volta de 90-100 d.C.

. Mateus por volta de 60-65 d.C.


LIVRO HISTÓRICO -

. Atos dos apóstolos por volta de 80-90 d.C.


TESTEMUNHO DO APÓSTOLO PAULO -

. Gálatas (Gl 1:19) por volta de 54-56 d.C.


CONCLUSÃO:

Não é tão fácil ou simples assim dizer que tudo isso foi inventado; POIS, SE Paulo, Marcos e outros tivessem inventado a figura de Jesus e as histórias nas quais ele se meteu, inclusive com gente importante, ninguém teria acreditado. E o relato dificilmente teria chegado até hoje!

sábado, 19 de junho de 2021

"A BENDITA ESPERANÇA DO CRENTE NA CARTA À TITO"


"A BENDITA ESPERANÇA DO CRENTE NA CARTA À TITO"


A expressão BENDITA ESPERANÇA aparece em uma carta Paulina.


Texto Inicial: Tt 2:12-13: "educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, «aguardando a BENDITA ESPERANÇA E manifestação» da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,"


Trecho destacado da referência acima: Bendita esperança E manifestação - 


Os pré-tribulacionistas supõem que "a bendita esperança", mencionada neste verso, seja uma referência ao arrebatamento da Igreja, enquanto que a "manifestação" seria uma referência a segunda vinda após a última semana profética de anos mencionada em Dn 9:24-27.


Porém, vejamos outro texto de Paulo para tratarmos da tal Manifestação!


2 Tm 4:1-2: "Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, «pela sua manifestação e pelo seu reino»: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina."


Trecho destacado da referência acima: Pela sua Manifestação e pelo seu Reino - 


A manifestação citada neste texto não pode ser uma referência a algo ocorrendo antes da última semana profética de Dn 9:24-27, porque o Reino está atrelado a segunda vinda do Senhor conforme Dn 2:34,35,44,45; então não tem como supor que a Manifestação (em 2 Tm 4) está se referindo a um arrebatamento pré-tribulacionista, enquanto que o Reino está se referindo a segunda vinda pós tribunacionista; logo, o trecho: pela sua Manifestação e pelo seu Reino, trata-se da uma mesma vinda, a saber, a segunda vinda, ESCATOLÓGICAMENTE falando, que se dará em algum momento dentro do ano do fechamento das 70 semanas PROFÉTICAS, e esta vinda será visível, reveladora; assim também, a bendita esperança e a manifestação do texto inicial, são coisas que se darão na mesma vinda, a saber, a segunda vinda ESCATOLÓGICAMENTE falando!


Tt 1:1-2: "Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, na «esperança da vida eterna» que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos"


Trecho destacado da referência acima: Esperança da vida eterna - 


Esperança na carta à Tito não diz respeito ao Arrebatamento em si, e sim a vida eterna, que se concretizará na transformação e revestimento para o Arrebatamento, o que ocorrerá na dita Manifestação!


Tt 3:7: "a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a «esperança da vida eterna»."


Trecho destacado da referência acima: Esperança da vida eterna - 


Paulo ao tratar da bendita esperança em Tito 2:12 ele tem em mente a vida eterna em si e não o Arrebamento em si!


Tt 2:12-13: "educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a «bendita esperança e manifestação» da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus,"


Os pré-tribulacionistas entendem como sendo uma mesma coisa, o trecho final: "...nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus"; eles não separam o "nosso grande Deus" do "e Salvador Cristo Jesus"; mas por conveniência separaram: "a bendita esperança" do "e manifestação".


Ora, se o "E" no trecho "bendita esperança e manifestação" é para separar a Bendita esperança, da manifestação; então o mesmo teria que valer com relação ao "E" no outro trecho do mesmo verso "nosso grande Deus" e "Salvador Cristo Jesus".


CONCLUSÃO:


A igreja do Senhor aguarda "a Bendita Esperança e Manifestação", que hão de se cumprir no mesmo dia, o da segunda vinda ESCATOLÓGICA do Senhor, para se concretizar a vida eterna que é a bendita esperança que Paulo tem em mente, e se cumprir o Reino, a saber, o Reino Messiânico mencionado nos escritos dos profetas!


1 Co 15:22-28,51-58: "Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão VIVIFICADOS em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: CRISTO, as primícias; depois, OS QUE SÃO DE CRISTO, na sua VINDA. E, então, virá o fim, quando ele entregar o REINO ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. … Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão INCORRUPTÍVEIS, e nós seremos TRANSFORMADOS. Porque é necessário que este corpo CORRUPTÍVEL SE REVISTA DA INCORRUPTIBILIDADE, e que o corpo MORTAL SE REVISTA DA IMORTALIDADE. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: TRAGADA FOI A MORTE PELA VITÓRIA. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão."

domingo, 13 de junho de 2021

"VERDADES SOBRE A PARÚCÍA DO SENHOR"


"VERDADES SOBRE A PARÚCÍA DO SENHOR"


Vejamos onde a palavra grega παρουσια (parúcía = vinda ESCATOLÓGICA) se referindo ao Senhor Jesus, aparece nos escritos da Nova Aliança, e as verdades que sobre ela que encontramos em tais textos:


Mt 24:3 {apenas perguntas dos discípulos apóstolos)


Mt 24:27 {A VERDADE É QUE: A vinda será visível como o relâmpago que se mostra no céu}


Mt 24:37 {A VERDADE É QUE: A vinda se dará em um tempo aonde muitos não estarão preocupados com ela assim como foi com relação aos avisos sobre o dilúvio}


Mt 24:39 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor realizará uma separação} 


1 Co 15:23 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor em dado ponto será acompanhada dos que são de Cristo, não só os servos dele vivos, mas também os servos dele que já desceram a sepultura}


1 Ts 2:19


1 Ts 3:13 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor será com os santos - uma referência aos santos anjos - profetizada em Zacarias quatorze, no contexto do Armagedom, e nesse contexto a igreja fiel a semelhança de Tessalônica, estará na terra e contemplará tal vinda}


1 Ts 4:15 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor resultará antes de mais nada na ressurreição dos santos mortos para que estes transformados e revestidos, sejam, juntamente com os santos vivos transformados, arrebatados até o céu das nuvens para juntamente com o Senhor Jesus, a fim de virem com ele em direção ao monte das Oliveiras}


1 Ts 5:23 {A VERDADE É QUE: Precisamos da ajuda de Deus para sermos achados totalmente íntegros caso tal vinda do Senhor ocorra em nossos dias, e para essa vinda de fato ocorrer em nossos dias, acontecimentos proféticos ainda precisam se cumprir Terra}


2 Ts 2:1,8 {A VERDADE É QUE: A reunião de Cristo com a Igreja é na vinda dEle, e essa vinda é após a manifestação do Anticristo o oitavo rei/reino}


2 Ts 1:9


Tg 5:7 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor requer perseverança paciente}


Tg 5:8 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor requer perseverança paciente}


2 Pe 1:16 


2 Pe 3:4 {A VERDADE É QUE: Muitos escarnecem da vinda, visto esta ainda não ter ocorrido; hoje em dia o pré tribulacionismo alimenta isso pois supõe que Jesus pode vir a qualquer momento, ignorando assim os acontecimentos proféticos que ainda precisam se cumprir para que só então tal vinda de fato se concretize}


2 Pe 3:12 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor se dará na vinda do dia de Deus, também identificado como o dia do Senhor}


1 Jo 2:28 {A VERDADE É QUE: A vinda do Senhor será algo manifesto, visível, conhecido, e não oculta ou secreta}

segunda-feira, 7 de junho de 2021

"EK MESOU GENETAI"

"EK MESOU GENETAI"


2 TS 2:1-8


Diz: "Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que ⟨⟨⟨SEJA POSTO FORA⟩⟩⟩; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;"


[sabendo que ⟨⟨⟨EK MESOU GENETAI⟩⟩⟩ no verso 7 NÃO SIGNIFICA "até que do meio seja tirado"; MAS SIM "até que do meio torne-se, cumpra-se, venha a ser"; Daí é preciso lembra-se de que o Anticristo é o chifre pequeno que se levanta, que torna-se, que surge, NO MEIO de 10 chifres, e que sai de dentro do meio destes, a fim de se tornar o oitavo reino que antecede o do Messias na terra! E nos dias de Paulo ainda estava no sexto Reino que era o Império Romano ainda unificado naquela época, mas que ainda se tornaria nas duas pernas da Estatua em Daniel 2, e Paulo que conhecia muito bem os profetas, tem isso em mente aqui!] 


EK = de, de dentro de, de fora de.


MESOU = meio.


GENETAI / GINOMAI = até que torne-se, até que se cumpra, até que emerja, até que venha a ser, até que venha a existência, até que ocorra, até que realize-se.


Há um que detém o Anticristo até que de dentro do meio dos 10 chifres ele torne-se, e este é justamente o sétimo Reino formado pelos 10 dedos, e estas coisas se cumprirão na ocasião própria, no tempo determinado!


CONSTATAMOS ASSIM QUE, fica muito difícil sustentar que Paulo ensinou algo que pode hoje ser chamado de pré tribulacionismo!

"CONSOLAI-VOS"

"CONSOLAI-VOS"


Texto: 1 Ts 4:18: "Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras."


A final, esse consolai-vos é com relação a que qüestão em específico? 


A final, quais são as palavras que promovem consolação para a Igreja do Senhor?


Contexto:


1 Ts 4:13-14: "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes COM RESPEITO AOS QUE DORMEM, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também DEUS, MEDIANTE JESUS, TRARÁ, EM SUA COMPANHIA, OS QUE DORMEM."


Ou seja, quando iniciar o cumprimento da vinda escatológica do Senhor, os mortos no seio da terra ressuscitarão, pois não apenas os que estiverem vivos sobre a Terra serão arrebatados; ambos serão ARREBATADOS juntamente, pois a ressurreição dos salvos no seio da terra se dará no momento em que o Messias sair do céu de junto de Deus dada a ordem ao som de trombeta, então quando Ele estiver no céu das nuvens se dará o arrebatamento de ambos GLORIFICADOS e REVESTIDOS, para em seguida ocorrer o pisar literal no monte das Oliveiras!


1 Ts 4:15-17: "Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor."


1 Co 15:51-54: "Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória."


Zc 14:4: "Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul."

"A IGREJA DO SENHOR E AS DUAS GRANDES TRIBULAÇÕES"


"A IGREJA DO SENHOR E AS DUAS GRANDES TRIBULAÇÕES"

A igreja do Senhor experimentará Tribulação durante um período simbólico de 10 dias, que se aplica ao período também denominado de grande Tribulação, a saber, aos últimos três anos e meio da última semana profética de Daniel 9:24-27, conforme Jesus disse em Apocalipse 2:10 Apocalipse 7:14!

A GRANDE TRIBULAÇÃO em Mateus 24:21 também chamada apenas de tribulação em Mateus 24:19, se trata, por sua vez, do período do ARMAGEDOM, pois é o momento no qual as nações pela vontade Soberana de Deus, se reunirão contra Jerusalém, contra a terra de Israel para por fim serem punidas por Ele através do Messias, se trata do ARMAGEDOM porque durante a última semana profética de Daniel 9:24-27 a terra de Israel estará desfrutando de uma aparente paz ao lado do Anticristo ainda que uma parte dos judeus por não o apoiar será perseguida, rechaçada, pelos seus próprios compatriotas; por esse motivo, os integrantes da igreja ainda vivos, e residindo ou pelo menos atuando proféticamente e sendo martirizada a torto e a direito geograficamente em Jerusalém e na JUDÉIA, no momento desta Grande Tribulação também chamada apenas de Tribulação, deverá se retirar as pressas, segundo recomendação de Jesus!

OU SEJA, TEMOS DOIS PERÍODOS DE TRIBULAÇÃO E DE GRANDE TRIBULAÇÃO ESCATOLÓGICAMENTE FALANDO!

A igreja passará pela PRIMEIRA TRIBULAÇÃO, também chamada de GRANDE TRIBULAÇÃO (Apocalipse 7:9-14) e muitos serão MARTIRIZADOS durante ela e isso fica claro na figura das duas testemunhas (Apocalipse 11:3-12), dos santos MARTIRIZADOS (Apocalipse 6:9-11), cujos nomes estão no livro da vida salvos, pelo sangue do Cordeiro.

A igreja de Cristo em sua real configuração, estará no mundo durante a SEGUNDA TRIBULAÇÃO que também é chamada de GRANDE TRIBULAÇÃO, período no qual JERUSALÉM será cercada e ataca pelos inimigos. Mateus 24:21

A PRIMEIRA TRIBULAÇÃO, se aplica PRINCIPALMENTE aos últimos três anos e meio, da ÚLTIMA SEMANA PROFÉTICA DE ANOS, pois mesmo durante os primeiros três anos e meio, ainda haverá perseguição ainda que em pontos isolados no/do mundo; esse último período de três anos e meio (das 70 semanas de Daniel 9) erroneamente entendido como sendo a grande tribulação, é na realidade a ira do Diabo! Apocalipse 12:12

A SEGUNDA TRIBULAÇÃO, se aplica exclusivamente ao período do ARMAGEDOM no qual JERUSALÉM será cercada, sitiada, invadida, muitos judeus naquela época não crentes no Messias serão mortos, enquanto que outros deportados, é dentro deste período que se dará a ira de Deus e do Cordeiro.

Temos então DUAS GRANDES TRIBULAÇÕES DISTINTAS!

A ira de Deus e do Cordeiro é manifesta nos ditos cálices (Ap 14:10 Ap 16:19 Ap 17:4 Ap 18:6) sobre os vasos da ira (Rm 9:22) estando a igreja ainda na terra sendo guardada ou livrada da tal, e, manifesta também no lagar do vinho da ira (Is 63:1-4) e isso se dará após o arrebatamento da Santa Igreja em sua real configuração na vinda gloriosa do Senhor junto com os santos, a saber, os santos anjos, no contexto do ARMAGEDOM, OU SEJA, dentro do período da segunda GRANDE TRIBULAÇÃO, para dentre tantas coisas, Reinar sobre a Terra. 1 Ts 3:11-13 Zc 14:1,2,5 Mc 8:38 Ap 11:18 Mt 24:21,29-31 2 Ts 1:7-10 

Esta é a ira futura, da qual a igreja será livrada, salva, e que se dará em algum momento, dentro do ano correspondente ao último dos 490 anos proféticos representados pelas 70 semanas proféticas de Daniel 9, em decorrência da vinda (PARÚCÍA) do Senhor para o cumprimento do arrebatamento (HARPAZO) da Santa igreja em sua real configuração, conforme Paulo explicou em 1 Ts 4:13-18

domingo, 6 de junho de 2021

"OS TRÊS SACERDÓCIOS DO MILÊNIO, A QÜESTÃO DO TEMPLO, E AS QUATRO CATEGORIAS DE CASAS DE ISRAEL"

"OS TRÊS SACERDÓCIOS DO MILÊNIO, A QÜESTÃO DO TEMPLO, E QUATRO CATEGORIAS DE CASAS DE ISRAEL"


Texto: Ez 44:20-26: "Não raparão a cabeça, nem deixarão crescer o cabelo; antes, como convém, tosquiarão a cabeça. Nenhum sacerdote beberá vinho quando entrar no átrio interior. Não se casarão nem com viúva nem com repudiada, mas tomarão virgens da linhagem da casa de Israel ou viúva que o for de sacerdote. A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo. Quando houver contenda, eles assistirão a ela para a julgarem; pelo meu direito julgarão; as minhas leis e os meus estatutos em todas as festas fixas guardarão e santificarão os meus sábados. Não se aproximarão de nenhuma pessoa morta, porque se contaminariam; somente por pai, ou mãe, ou filho, ou filha, ou irmão, ou por irmã que não tiver marido, se poderão contaminar. Depois de ser ele purificado, contar-se-lhe-ão sete dias."


I. A QÜESTÃO DO TEMPLO


A prova de que a NOVA Jerusalém não é uma cidade literalmente, é que na Jerusalém da Era Messiânica Milenar haverá Templo estrutural, conforme Ezequiel com os SACERDÓCIO Levítico dos filhos de Arão e de Zadoque; Já, na NOVA Jerusalém não haverá Templo, e suas portas não se fecharão, tratando-se da Igreja glorificada em sua real configuração E que no Reino Messiânico Milenar haverá salvação e este é o motivo das portas abertas estarem sempre abertas. Ap 21:22,25 / Ez 40:1-5


II. A QÜESTÃO DO SACERDÓCIO


Aos que supõem que o SACERDÓCIO dos filhos de Zadoque faz referência ao sacerdócio da Igreja, que por sua vez, substituiu o SACERDÓCIO levítico dos filhos de Arão, O TEXTO BÍBLICO INICIAL, não deve ser entendido como sendo algo simbólico, pois ele não se aplica a igreja na Era Messiânica Milenar; que dirá representar a igreja no tempo atual (antes da Era Messiânica Milenar).


Afirmar que o SACERDÓCIO de Ez se aplica a Igreja de Cristo, é no mínimo uma grande falta de entendimento daqueles que o fazem!


NO REINO MESSIÂNICO MILENAR HAVERÁ:

1) Sacerdócio terreno levítico filhos de Arão (um sacerdócio rebaixado).

2) Sacerdócio terreno levítico filhos de Zadoque.

3) Sacerdócio espiritual da Igreja em sua real configuração.


São três coisas distintas e literais que haverá no milênio; e nem por isso a Glória de Deus, de Cristo e da Igreja, será diminuída para Deus; apenas para algumas pessoas, apenas na cabeça de algumas pessoas!


III. AS 4 CASAS DE ISRAEL NA BÍBLIA


1) Israel UNIFICADO do período dos reinos de Saul, Davi e Salomão. Para não ficar sem referência; podemos citar uma. 2 Sm 5:1-5


2) Israel DIVIDIDO pouco momento após a morte de Salomão. 1 Rs 11:11-13


3) Israel da nova aliança GLORIFICADO após a RESSURREIÇÃO para o arrebatamento, configurando a Igreja de Cristo. Jr 31:31-33 / Lc 22:20 / Hb 8:10-13 / Hb 10:15-17 / Os 13:14 / 1 Co 15:51-55 (A real configuração da igreja consiste nas duas casas de Israel com as quais o novo pacto foi feito por Deus, na cruz, através do sangue do Messias, e é composta por crentes em Deus e no Messias das duas casas de Israel, a casa de Judá [judeus], os gentios [os do Reino do Norte - Casa de Israel - que devido a DIÁSPORA se tornara gentios estrangeiros na condição de não meu povo {conforme anunciado com antecedência em Oséias 1} espalhados pelos confins da terra, porém, com o DNA dos patriarcas Abraão, Isaque, e Jacó]; os demais gentios no mundo que também não eram ou não são povo de Deus, podem sim, por meio da fé no Deus de Israel e no Messias de Israel, adentrar na mesma aliança e fazer parte assim da Igreja de Deus e de Cristo em sua real configuração, unificados em Deus.)


4) Israel NÃO GLORIFICADO em Jerusalém que vai se casar, ter filhos, viver e morrer, no período da Era Messiânica Milenar e que deverá ser ensinado na Palavra sobre o que é certo e errado. Is 11:8 / Is 65:17-20 / Ez 44:15-18,22-23 / Is 66:20-24 / Ez 40:20-26

sábado, 5 de junho de 2021

“SERIA O EVANGELHO ALGO DISTINTO DO TACHADO ANTIGO\VELHO TESTAMENTO?”


“SERIA O EVANGELHO ALGO DISTINTO DO TACHADO ANTIGO\VELHO TESTAMENTO?”

 

Como as boas novas de Jesus aparecem no compêndio que ficou mais conhecido como o "Novo Testamento", muitos são os cristãos que supõem que o evangelho trata-se de um fenômeno completamente "novo" e “distinto”. Na medida em que o cristianismo considerou as Escrituras de Israel como "Velho Testamento", e Marcião de Sínope (que supunha que o Deus do antigo testamento era mau e implacável, enquanto que o do novo testamento seria bom e amoroso, o do antigo testamento seria Demiurgo) fez sua contribuição para esse equívico.

 

O que Deus realiza por meio de Yeshua - salvação por iniciativa divina, em vez de esforço humano, assemelha-se ao que Deus fez por Israel no êxodo do Egito.

 

As boas novas do Novo Testamento são um ponto de exclamação salvífico em um decreto divino que já foi escrito nas Escrituras de Israel.

 

A carta de Paulo a Tito resume o evangelho, dizendo que Deus “nos salvou, não por causa de obras feitas por nós em retidão, mas segundo sua misericórdia, pela lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo, a quem ele derramou sobre nós ricamente através do Messias Jesus, nosso salvador ”(3:5,6).

 

A palavra para "misericórdia" (ἔλεος; eleos) é a tradução grega do hebraico חסד (hesed), que denota a fidelidade da aliança de Deus. Após o êxodo, Moisés canta para Deus: "Na sua hesed (חסד) você conduziu o povo que resgatou" (Êx 15:13).

 

Mais tarde, Moisés diz a Deus sobre "a grandeza de sua misericórdia (ἔλεος; eleos), assim como você tem sido gracioso com [Israel] do Egito até agora" (Núm 14:19 LXX).

 

Além disso, a misericórdia divina que “salvou” (σῴζω; sózo) de acordo com Tito 3:5, é a mesma força libertadora que fez dos israelitas “um povo salvo (σῴζω; sózo) pelo Senhor” (Dt 33:29 LXX).

 

A misericórdia e salvação que Deus deu a Israel ressurgem na obra de Yeshua.

 

Tito também observa que a salvação não se baseava em "obras feitas por nós" (3:5).

 

Essa verdade ressoa tão fortemente quanto no caso de Israel:

 

Como escravos no Egito, os israelitas não podiam fazer nada para conseguir sua própria salvação.

 

O êxodo foi baseado na graça divina, e não no esforço humano.

 

De fato, os mandamentos sinaíticos começam com a declaração de graça de Deus (baseada em nenhuma obra): "Eu sou o Senhor, seu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão" (Êx 20:2).

 

Após esse lembrete inicial da pura graça, Deus dá a Israel algumas regras a seguir.

 

No entanto, as regras da Torá não conquistam a salvação, o relacionamento ou o favor dos israelitas com Deus; o povo recebe mandamentos divinos depois que Deus já iniciou o relacionamento, mostrou favor e promulgou a salvação ao tirá-los do Egito.

 

De acordo com Tito, a misericórdia salvadora de Deus se realiza na “lavagem da regeneração e renovação do Espírito Santo” (3:5).

 

Embora essa linguagem possa parecer "cristã", ela se origina nas Escrituras Judaicas.

 

Isaías lembra o tempo de “Moisés e seu povo”, quando Deus “colocou seu Espírito Santo (רוח קדשׁו; ruach qadosh) no meio deles” (63:11).

 

Assim como o Espírito Santo renovou os israelitas anteriormente escravizados, o Espírito renova aqueles que haviam sido “escravos de várias paixões e prazeres” (Tito 3:3).

 

Além disso, as Escrituras antecipam a “lavagem (λουτροῦ; loutrou) da regeneração” de Tito, na expressão de Ezequiel da purificação relacional que Israel recebeu na infância: “No dia em que você nasceu, seu cordão não foi cortado, nem foi lavado (λούω; loúo) com água para purificá-lo ... então eu o lavei (λούω; loúo) com água ”(16:4,9).

 

É esse tipo de limpeza que transparece de acordo com Tito: no êxodo do pecado conduzido pelo Messias, o Espírito Santo lava e renova a humanidade. Assim, o evangelho do Novo Testamento não é tão novo assim; nas boas novas de Jesus, Deus reexecuta a salvação de Israel.

 

Interessante também explicar que em Hebreus 9:15-22 especificamente a palavra grega "diathêkê”, pode ser traduzida tanto como aliança quanto como testamento em si; biblicamente ambas tem o mesmo significado e fazem referência a uma mesma coisa, a saber, o pacto firmado no Sinai Horebe (por meio de sangue de animal) entre Deus e os filhos de Israel; de modo que: antiga aliança (ou antigo\velho testamento) em si, nada tem haver com o livro da lei, com a torah de D'us.


BIBLIOGRAFIA:

Texto extraído do canal no Youtube Viaje na Bíblia - do Dr. Nicholas J. Schaser.

Levemente editado e acrescido por Pr. Thiago Giraldes Sanchez

sexta-feira, 4 de junho de 2021

"PAROUSIA (ou PARÚCÍA)"

"PAROUSIA (se pronuncia: PARÚCÍA)"


I. NA SEPTUAGINTA


Parousia, é um particípio presente (uma forma verbal encontrada em algumas línguas que indica uma ação ou estado no tempo presente), do grego páreimi.


O verbo πάρειμι (páreimi), que significa "por vir", ocorre 4 vezes na Septuaginta:


Ιωβ 1:7: "καὶ εἶπεν ὁ κύριος τῷ διαβόλῳ Πόθεν παραγέγονας; καὶ ἀποκριθεὶς ὁ διάβολος τῷ κυρίῳ εἶπεν Περιελθὼν τὴν γῆν καὶ ἐμπεριπατήσας τὴν ὑπ᾽ οὐρανὸν πάρειμι."


Jó 1:7: "Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela."


Ιωβ 2:2: "καὶ εἶπεν ὁ κύριος τῷ διαβόλῳ Πόθεν σὺ ἔρχῃ; τότε εἶπεν ὁ διάβολος ἐνώπιον τοῦ κυρίου Διαπορευθεὶς τὴν ὑπ᾽ οὐρανὸν καὶ ἐμπεριπατήσας τὴν σύμπασαν πάρειμι."


Jó 2:2: "Então, o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? Respondeu Satanás ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela."


Ησ 52:6: "διὰ τοῦτο γνώσεται ὁ λαός μου τὸ ὄνομά μου ἐν τῇ ἡμέρᾳ ἐκείνῃ, ὅτι ἐγώ εἰμι αὐτὸς ὁ λαλῶν· πάρειμι"


Is 52:6: "Por isso, o meu povo saberá o meu nome; portanto, naquele dia, saberá que sou eu quem fala: Eis-me aqui."


Ησ 58:9: "τότε βοήσῃ, καὶ ὁ θεὸς εἰσακούσεταί σου· ἔτι λαλοῦντός σου ἐρεῖ Ἰδοὺ πάρειμι. ἐὰν ἀφέλῃς ἀπὸ σοῦ σύνδεσμον καὶ χειροτονίαν καὶ ῥῆμα γογγυσμοῦ"


Is 58:9: "então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso;"


II. NO NOVO TESTAMENTO


A palavra é usada 24 vezes no Novo Testamento.


6 usos referem-se à vinda de indivíduos. 

Stephanas, Fortunatus e Achaicus (1 Co 16:17), Tito (2 Co 7:6,7), A "presença" física do próprio Paulo (2 Co 10:10; Fp 1:26, 2:12),


Um 7º uso para a "vinda do sem lei". (2 Ts. 2:9). 


Os outros 17 usos referem-se ao Segunda vinda de cristo; (exceto o único caso em que se refere à vinda do "Dia de Deus" 2 Pe 3:12).


A palavra parousia (parúcía), é encontrada nos seguintes versículos: 

Mt 24:3,27,37,39; 

1 Co 15:23; 

1 Ts 2:19; 3:13; 4:15; 5:23; 

2 Ts 2:1,8,9; 

Tg 5:7,8; 

2 Pe 1:16; 3:4,12; 

1 Jo 2:28


III. TERMOS RELACIONADOS


Epiphaneia "aparecendo, aparição, resplendor (indicando VISIBILIDADE)": A palavra grega epiphaneia foi freqüentemente usado pelos gregos para descrever a gloriosa manifestação dos deuses e pelos romanos como um título para o imperador. 2 Ts 2:8; 2 Tm 1:10; Tt 2:13


Apocalypsis, "revelando", "revelação", "desvendamento", "descoberta": Para revelar o que é invisível. 2 Ts 1:7; 1 Co 1:7


IV. CONCLUSÃO


Na escatologia paulina, em relação à volta indivisível do Senhor, encontramos estas três palavras gregas relacionadas entre si deixando claro que a vinda dele não será oculta ou secreta e sim muito bem visível: Parúcía; Epiphaneia; Apocalypsis.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

“ENTENDENDO A RELAÇÃO PAI E FILHO NA ETERNIDADE”


1)  "O Filho É Subordinado"

O DR. H. R. BOER, EM SUA OBRA A SHORT HISTORY OF THE EARLY CHURCH (BREVE HISTÓRIA DA PRIMITIVA IGREJA), COMENTA O OBJETIVO PRINCIPAL DO ENSINO DOS APOLOGISTAS:

"Justino [o Mártir] ensinou que antes da criação do mundo Deus estava sozinho e não existia nenhum Filho. . . . Quando Deus desejou criar o mundo, . . . gerou outro ser divino para criar o mundo para ele. Esse ser divino foi chamado . . . Filho, porque nasceu; foi chamado Logos, porque foi tomado da Razão ou Mente de Deus. . . .”

Justino e os outros apologistas, portanto, ensinavam que o Filho é uma criatura. Ele é uma criatura elevada, uma criatura suficientemente poderosa para criar o mundo, mas, não obstante, uma criatura. Na teologia, esta relação do Filho com o Pai se chama subordinacionismo. O Filho é subordinado, isto é, secundário ao Pai, dependente dele e causado por ele. Os apologistas eram subordinacionistas.

Fonte Bibliográfica do texto acima: A Short History of the Early Church, de Harry R. Boer, 1976, página 110.
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A RESPEITO DO ENTENDIMENTO MAIS ANTIGO SOBRE A RELAÇÃO DO FILHO COM DEUS, O DR. MARTIN WERNER, EM SUA OBRA THE FORMATION OF CHRISTIAN DOGMA (A FORMAÇÃO DO DOGMA CRISTÃO), DIZ O SEGUINTE: 

"Essa relação foi entendida inequivocamente como de 'subordinação', i.e., no sentido de subordinação de Cristo a Deus. Toda vez que no Novo Testamento se considera a relação de Jesus com Deus, o Pai, . . . ela é imaginada e representada categoricamente como subordinação. E o mais decisivo subordinacionista do Novo Testamento, segundo o relato sinóptico, foi o próprio Jesus . . . Essa posição original, firme e manifesta como era, pôde ser mantida por muito tempo. 'Todos os grandes teólogos pré-Nicéia representaram a subordinação do Logos a Deus.'"

Fonte Bibliográfica do texto acima:The Formation of Christian Dogma, de Martin Werner, 1957, página 125.

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CONCORDANDO COM ISSO, R. P. C. HANSON, NA OBRA THE SEARCH FOR THE CHRISTIAN DOCTRINE OF GOD (A BUSCA DA DOUTRINA CRISTÃ SOBRE DEUS), DECLARA:

"Não há teólogo na Igreja Oriental ou Ocidental antes da erupção [no quarto século] da Controvérsia Ariana que de algum modo não considere o Filho subordinado ao Pai."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Search for the Christian Doctrine of God, de R. P. C. Hanson, 1988, página 64. 

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O DR. ALVAN LAMSON, EM THE CHURCH OF THE FIRST THREE CENTURIES (A IGREJA DOS PRIMEIROS TRÊS SÉCULOS), ACRESCENTA ESTE TESTEMUNHO A RESPEITO DO ENSINO DAS AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS ANTES DO CONCÍLIO DE NICÉIA (325 D.C):

"A inferioridade do Filho foi geralmente, se não de modo uniforme, afirmada pelos Pais Pré-Nicéia . . . Que eles consideravam o Filho distinto do Pai é evidente do fato de que afirmavam claramente a inferioridade dele. . . . Eles o consideravam separado e subordinado."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Church of the First Three Centuries, de Alvan Lamson, 1869, páginas 70-1.

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DA MESMA FORMA, NO LIVRO GODS AND THE ONE GOD (DEUSES E O ÚNICO DEUS), ROBERT M. GRANT DIZ O SEGUINTE SOBRE OS APOLOGISTAS: 

"A cristologia das apologias, como a do Novo Testamento, é essencialmente subordinacionista. O Filho é sempre subordinado ao Pai, que é o único D-us do Velho Testamento. . . . O que encontramos nesses autores antigos, pois, não é uma doutrina da Trindade . . . Antes de Nicéia, a teologia cristã era quase universalmente subordinacionista."

Fonte Bibliográfica do texto acima: Gods and the One God, de Robert M. Grant, 1986, páginas 109, 156, 160.

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CONCLUSÃO: O Dogma da Trindade ensina que o Filho é igual a Deus o Pai, em eternidade, poder, posição e sabedoria. Mas os apologistas diziam que o Filho não era igual a Deus, o Pai. Eles consideravam o Filho subordinado. Não é isso, porém, que é ensinado pelo dogma da Trindade pós-nicéia! Sendo assim, todos estes pais da igreja pré-nicéia seriam tidos como hereges hoje em dia!


2)  “Reflexo do Ensino do Primeiro Século”

OS APOLOGISTAS E OUTROS ANTIGOS PAIS DA IGREJA REFLETIAM EM GRANDE MEDIDA O QUE OS CRISTÃOS DO PRIMEIRO SÉCULO ENSINAVAM SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O PAI E O FILHO. NOTE COMO ISTO É EXPRESSO NO LIVRO THE FORMATION OF CHRISTIAN DOGMA:

"Na primitiva era cristã, não havia nenhum sinal de espécie alguma de problema ou controvérsia trinitária, como a que mais tarde produziu violentos conflitos na Igreja. A razão disso sem dúvida está em que, para o cristianismo primitivo, Cristo era . . . um ser do elevado mundo celestial de anjos, que foi criado e escolhido por Deus para a tarefa de trazer, no fim das eras, . . . o Reino de Deus."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Formation of Christian Dogma, páginas 122,125.

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ALÉM DISSO, A RESPEITO DO ENSINO DOS PRIMITIVOS PAIS DA IGREJA, THE INTERNATIONAL STANDARD BIBLE ENCYCLOPEDIA (ENCICLOPÉDIA INTERNACIONAL DA BÍBLIA PADRÃO) ADMITE: 

"No pensamento mais antigo da Igreja, a tendência, ao se falar sobre Deus o Pai, é entender que Ele é primeiro, não como o Pai de Jesus Cristo, mas como a origem de todo ser. Assim, Deus o Pai, é como que Deus por excelência. A Ele pertencem descrições tais como sem origem, imortal, imutável, inefável, invisível e incriado. Foi Ele quem fez todas as coisas, incluindo a própria matéria da criação, a partir do nada...”

"Isto pode parecer sugerir que o Pai é o único devidamente Deus, e que o Filho e o Espírito o são apenas secundariamente. Muitas afirmações antigas parecem apoiar isto."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The International Standard Bible Encyclopedia, 1982, Volume 2, página 513.

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EMBORA ESTA ENCICLOPÉDIA PASSE A DESACREDITAR ESSAS VERDADES E A AFIRMAR QUE A DOUTRINA DA TRINDADE ERA ACEITA NAQUELA ÉPOCA ANTIGA, OS FATOS NEGAM ESSA AFIRMAÇÃO. CONSIDERE AS PALAVRAS DO CARDEAL JOHN HENRY NEWMAN, FAMOSO TEÓLOGO CATÓLICO:

"Admitamos que todo o círculo de doutrinas, das quais nosso Senhor é o tema, foi coerente e uniformemente confessado pela Primitiva Igreja . . . Mas certamente é diferente com a doutrina católica da Trindade. Não vejo em que sentido se pode dizer que há um consenso das primitivas [autoridades eclesiásticas] em seu favor . . .”

"Os Credos daquela época primeva não fazem menção . . . da [Trindade] de forma alguma. Fazem menção, sim, de um Três; mas quanto a existir algum mistério na doutrina, que os Três são Um, que Eles são co-iguais, co-eternos, todos incriados, todos onipotentes, todos incompreensíveis, não está declarado e jamais se poderia deduzir deles."

Fonte Bibliográfica do texto acima: An Essay on the Development of Christian Doctrine, do Cardeal John Henry Newman, Sexta Edição, 1989, páginas 14-18.

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Lp

Um dos mais antigos apologistas foi Justino, o Mártir, que viveu de cerca de 110 a 165 d.C. Nenhum de seus escritos existentes menciona três pessoas co-iguais em um só Deus.

Por exemplo, segundo A Bíblia de Jerusalém, uma versão católica, Provérbios 8:22-30 diz a respeito do pré-humano Jesus: "Iahweh me criou, primícias de sua obra, de seus feitos mais antigos. . . . Quando os abismos não existiam, eu fui gerada . . . Antes das colinas, eu fui gerada . . . Eu estava junto com ele [Deus] como mestre-de-obras."CONSIDERANDO ESTES VERSÍCULOS, JUSTINO DIZ NO SEU DIÁLOGO COM TRÍFON:

"A Escritura declara que essa Prole foi gerada pelo Pai antes de serem criadas todas as outras coisas; e que aquilo que é gerado é numericamente distinto daquele que gera, isso qualquer pessoa admitirá."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Ante-Nicene Fathers, editado por Alexander Roberts e James Donaldson, Reimpressão Americana da Edição de Edimburgo, 1885, Volume I, página 264. 

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VISTO QUE O FILHO NASCEU DE DEUS, JUSTINO USA, DE FATO, A EXPRESSÃO "DEUS" COM RELAÇÃO AO FILHO. ELE DECLARA NA SUA PRIMEIRA APOLOGIA: "O Pai do universo tem um Filho; que, também, sendo o primogênito Verbo de Deus, é Deus mesmo."

Fonte Bibliográfica do texto acima: Ibid., página 184.

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A Bíblia também se refere ao Filho de Deus pelo título de "Deus". Em Isaías 9:6, ele é chamado "Deus Poderoso". Mas, na Bíblia, anjos, humanos, Deuses falsos e Satanás também são chamados "Deuses". (Anjos: Salmo 8:5; compare com Hebreus 2:6,7. Humanos: Salmo 82:6. Deuses falsos: Êxodo 12:12; 1 Coríntios 8:5. Satanás: 2 Coríntios 4:4.) Nas Escrituras Hebraicas, a palavra para "Deus", ´El, simplesmente significa "Poderoso" ou "Forte". Nas Escrituras Gregas, o equivalente é theós. 

Além disso, o termo hebraico usado em Isaías 9:6 mostra uma distinção definida entre o Filho e Deus. Ali, o Filho é chamado "Deus Poderoso", ´El Gibbóhr, não "Deus Todo-Poderoso". Esse termo em hebraico é ´El Shaddaí, e aplica-se unicamente a Iahweh, o Pai.

Note, porém, que, ao passo que Justino chama de "Deus" ao Filho, nunca diz que o Filho seja um de três pessoas iguais, sendo cada um deles Deus, mas formando os três apenas um Deus. EM VEZ DISSO, ELE DIZ EM SEU DIÁLOGO COM TRÍFON:

"Há . . . outro Deus e Senhor [o pré-humano Jesus] sujeito ao Criador de todas as coisas [Deus Todo-Poderoso]; que [o Filho] é chamado também de Anjo, porque Ele [o Filho] anuncia aos homens o que quer que o Criador de todas as coisas — acima de quem não há outro Deus — deseja que lhes anuncie. . . .”

"[O Filho] é distinto Daquele que fez todas as coisas, — numericamente, quero dizer, não [distinto] na vontade."

Fonte Bibliográfica do texto acima: Ibid., página 223.

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Há uma passagem interessante na Primeira Apologia de Justino, no capítulo 6, em que ele faz uma defesa contra a acusação da parte dos pagãos de que os cristãos são ateístas. ELE ESCREVE:

"Tanto Ele [Deus] como o Filho (que se originou Dele e nos ensinou estas coisas, e a hoste de outros anjos bons que o seguem e são feitos semelhantes a Ele), e o Espírito profético, veneramos e adoramos."

Fonte Bibliográfica do texto acima: Ibid., página 164.

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UM TRADUTOR DESTA PASSAGEM, BERNHARD LOHSE, COMENTA: "Como se não bastasse que nesta enumeração os anjos sejam mencionados como seres honrados e adorados por cristãos, Justino não hesita em citar anjos antes de mencionar o Espírito Santo" (Fonte Bibliográfica do comentário acima: A Short History of Christian Doctrine, de Bernhard Lohse, traduzido do alemão para o inglês por F. Ernest Stoeffler, 1963, segunda edição em brochura, 1980, página 4). — Veja também An Essay on the Development of Christian Doctrine (Ensaio Sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã).

Fonte Bibliográfica do texto acima: An Essay on the Development of Christian Doctrine, página 20.

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Assim, ao passo que Justino, o Mártir, parece ter-se desviado da doutrina pura da Bíblia na questão sobre quem deve ser objeto de adoração por parte do cristão, ele claramente não considerava o Filho igual ao Pai, assim como os anjos não eram considerados iguais a Ele. A RESPEITO DE JUSTINO, CITAMOS DE NOVO A OBRA DE LAMSON, THE CHURCH OF FIRST THREE CENTURIES:

"Justino considerava o Filho distinto de Deus, e inferior a ele: distinto, não no sentido moderno, como se formasse uma das três hipóstases, ou pessoas, . . . mas distinto na essência e na natureza; com subsistência real, substancial, distinta de D-us, de quem ele derivou todos os seus poderes e títulos; constituído debaixo dele, e sujeito à vontade dele em todas as coisas. O Pai é supremo; o Filho é subordinado: o Pai é a fonte do poder; o Filho, o recipiente: o Pai origina; o Filho, como seu ministro ou instrumento, executa. Eles são dois em número, mas concordam, ou são um, na vontade; a vontade do Pai sempre prevalece sobre a do Filho."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Church of the First Three Centuries, páginas 73,74,76.  

Além disso, em parte alguma diz Justino que o espírito santo seja uma pessoa igual ao Pai e ao Filho. Portanto, em nenhum sentido se pode dizer honestamente que Justino ensinava a Trindade conforme é ensinada atualmente nas igrejas cristãs. 

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4)  “O Que Clemente Ensinava”

Clemente, de Alexandria, (c. 150 a 215 d.C) também chama o Filho de "Deus". Ele até mesmo o chama de "Criador", um termo nunca usado na Bíblia com referência a Jesus. Queria ele dizer que o Filho era igual em todos os sentidos ao todo-poderoso Criador? Não. Clemente referia-se evidentemente a João 1:3, onde diz a respeito do Filho: "Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Ante-Nicene Fathers, Volume II, página 234.

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Deus usou o Filho como agente nas Suas obras criativas. — Colossenses 1:15-17. Clemente chama o Supremo Deus de "o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus" (Fonte Bibliográfica do texto acima: Ibid., página 227), e diz que "o Senhor é o Filho do Criador" (Fonte Bibliográfica do trecho citado acima: Ibid., página 228). Ele diz também: "O Deus de todos é apenas um Criador bom e justo, e o Filho [está] no Pai." (Fonte Bibliográfica do trecho acima: lbid. Ou seja, no mesmo lugar da bibliografia citada anteriormente) Portanto, ele escreveu que o Filho tem um Deus acima dele. Clemente fala a respeito de Deus como o "primeiro e único provedor da vida eterna, que o Filho, que a recebeu Dele [Deus], nos dá." (Fonte Bibliográfica do texto comentário acima: lbid., página 593.). O Doador da vida eterna é claramente superior àquele que, por assim dizer, é o transmissor. Assim, Clemente diz que Deus "é o primeiro, e o mais elevado" (Fonte Bibliográfica do trecho acima: lbid.Ou seja, no mesmo lugar da bibliografia citada anteriomente). Além do mais, ele diz que o Filho "está mais próximo Daquele que é unicamente o Todo-Poderoso" e que o Filho "pede todas as coisas em harmonia com a vontade do Pai" (Fonte Bibliográfica do trecho acima: Ibid., página 524.).

Vez após vez, Clemente mostra a supremacia do Deus Todo-Poderoso sobre o Filho.

A RESPEITO DE CLEMENTE, DE ALEXANDRIA, LEMOS O SEGUINTE EM THE CHURCH OF THE FIRST THREE CENTURIES:

"Poderíamos citar numerosas passagens de Clemente em que a inferioridade do Filho é distintamente afirmada. . . .”

"Ficamos espantados de que qualquer pessoa que leia Clemente com atenção normal possa imaginar por um único instante que ele considerasse o Filho numericamente idêntico — um — com o Pai. Sua natureza dependente e inferior, conforme se parece a nós, é reconhecida em toda a parte. Clemente acreditava que D-us e o Filho eram numericamente distintos; em outras palavras, dois seres — um supremo, o outro subordinado."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Church of the First Three Centuries, páginas 124,125.

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Além disso, pode-se dizer de novo: mesmo que às vezes Clemente pareça ir além daquilo que a Bíblia diz a respeito de Jesus, em parte alguma fala de uma Trindade composta de três pessoas iguais em um só Deus. Apologistas como Taciano, Teófilo e Atenágoras, que viveram entre a época de Justino e a de Clemente, tinham conceitos similares. Lamson diz que "não eram melhores trinitaristas do que o próprio Justino; isto é, não acreditavam num Três indivisível, co-igual, mas ensinavam uma doutrina totalmente inconciliável com essa crença".

Fonte Bibliográfica do comentário acima: Ibid., página 95.

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5)  “A Teologia de Tertuliano”

Tertuliano (c. 160 a 230 d.C) foi o primeiro a usar a palavra latina trinitas. Conforme observado por Henry Chadwick, Tertuliano propôs que Deus é 'uma substância que consiste em três pessoas (Fonte Bibliográfica do trecho mencionado acima: The Early Church, de Henry Chadwick, impressão de 1980, página 89.). Isto não significa, porém, que tivesse em mente três pessoas co-iguais e co-eternas. Entretanto, suas idéias foram usadas como ponto de partida por escritores posteriores que elaboravam a doutrina da Trindade.

O conceito de Tertuliano sobre Pai, Filho e espírito santo era bem diferente da Trindade da cristandade, pois ele era subordinacionista. Ele considerava o Filho subordinado ao Pai. NA OBRA AGAINST HERMOGENES (CONTRA HERMÓGENES), ELE ESCREVEU:

"Não devemos supor que haja algum outro ser, exceto unicamente Deus, que seja não gerado e incriado. . . . Como pode algo, exceto o Pai, ser mais velho, e por isso deveras mais nobre, do que o Filho de Deus, o Verbo unigênito e primogênito? . . . Esse [Deus] que não precisou de um Criador para lhe dar existência, será muito mais elevado em categoria do que [o Filho] que teve um autor que o trouxe à existência."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Ante-Nicene Fathers, Volume III, página 487)

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TAMBÉM, NA OBRA AGAINST PRAXEAS, ELE MOSTRA QUE O FILHO É DIFERENTE DO TODO-PODEROSO DEUS E É SUBORDINADO A ELE, AO DIZER:

"O Pai é a inteira substância, mas o Filho é uma derivação e parcela do todo, conforme Ele Próprio reconhece: 'Meu Pai é maior do que eu.' . . . Assim, o Pai é distinto do Filho, sendo maior do que o Filho, visto que um é Aquele que o gera e outro Aquele que é gerado; também, um é Aquele que envia, e outro Aquele que é enviado; e, além disso, Aquele que cria é um, e Aquele por meio de quem a coisa é feita é outro."

Fonte Bibliográfica do trecho acima: Ibid., páginas 603,604.

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Tertuliano, em Against Hermogenes, declara além disso que houve tempo em que o Filho não existia como pessoa, mostrando que ele não considerava o Filho um ser eterno no mesmo sentido que Deus era (Fonte Bibliográfica do texto acima: Ibid., página 478.). O CARDEAL NEWMAN DISSE: "Tertuliano deve ser considerado heterodoxo [crente em doutrinas não ortodoxas] na doutrina sobre a geração eterna de nosso Senhor. (Fonte Bibliográfica do trecho acima: An Essay on the Development of Christian Doctrine, páginas 19,20).

A RESPEITO DE TERTULIANO, LAMSON DECLARA:

"Essa razão, ou o Logos, como foi chamado pelos gregos, foi mais tarde, segundo acreditava Tertuliano, mudado para o Verbo, o Filho, isto é, um ser real, tendo existido desde a eternidade apenas como um atributo do Pai. Tertuliano atribuiu a ele, porém, uma categoria subordinada ao Pai . . .”

"A julgar por qualquer explicação geralmente aceita da Trindade da atualidade, seria inútil tentar salvar Tertuliano da condenação [como herege]. Ele não suportaria o teste nem sequer um momento."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Church of the First Three Centuries, páginas 108,109.

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6)  “Não Há Trindade”

Se lessemos todas as palavras dos apologistas, descobririamos que, embora se tenham desviado em alguns pontos dos ensinos da Bíblia, nenhum deles ensinava que o Pai, o Filho e o espírito santo eram co-iguais em eternidade, poder, posição e sabedoria. 

O mesmo se dá também com respeito a outros escritores do segundo e terceiro séculos, tais como Irineu, Hipólito, Orígenes, Cipriano e Novaciano. Embora alguns tenham igualado o Pai e o Filho em certos respeitos, em outros eles consideravam o Filho subordinado a Deus, o Pai. E nenhum deles sequer especulou que o espírito santo fosse igual ao Pai e ao Filho. Por exemplo, Orígenes (c. 185 a 254 d.C) declara que o Filho de Deus é "o Primogênito de toda a criação" e que as Escrituras "conhecem a Ele como a mais antiga das obras de criação".

Fonte Bibliográfica desse trecho: The Ante-Nicene Fathers, Volume IV, página 560.

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Uma leitura objetiva dessas antigas autoridades eclesiásticas mostra que a doutrina da Trindade, ensinada atualmente pelos líderes das igrejas cristãs, não existia no seu tempo. CONFORME DIZ A OBRA THE CHURCH OF THE FIRST THREE CENTURIES:

"A moderna doutrina popular da Trindade . . . não deriva apoio da linguagem de Justino: e esta observação pode ser estendida a todos os Pais Pré-Nicéia; isto é, a todos os escritores cristãos durante três séculos após o nascimento de Cristo. É verdade que falam do Pai, do Filho e do Espírito profético ou santo, mas não como co-iguais, não como uma só essência numérica, não como Três em Um, sentidos hoje aceitos pelos trinitaristas. O diametralmente oposto é a realidade. A doutrina da Trindade, segundo explicada por esses Pais, era essencialmente diferente da doutrina moderna. Isto afirmamos como fato tão irrefutável como qualquer fato da história das opiniões humanas."

Fonte Bibliográfica do texto acima: The Church of the First Three Centuries, páginas 75,76. 

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Na realidade, antes de Tertuliano, a Trindade nem sequer era mencionada. E a Trindade do ponto de vista de Tertuliano rotulada de "heterodoxa" (assim o cardeal Newman classifica Tertuliano, como heterodoxo, ou seja, como um crente cujo as doutrinas não são ortodoxas) era muito diferente daquilo que se crê hoje.

Fim!

Pr. Thiago G. Sanchez

"COMPREENDENDO NO QUE CONSISTE OS RUDIMENTOS do MUNDO, FRACOS E POBRES!

"COMPREENDENDO NO QUE CONSISTE OS RUDIMENTOS do MUNDO, FRACOS E POBRES!" Texto: Gl 3:22-27 NTJ: "Em vez disso, o Tanakh encer...