“ANÁLISE PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE
– DECODIFICAÇÃO PARTE 1”
Apocalipse 11:8 “E jazerão os seus corpos na
praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde
também o seu Senhor foi crucificado.”
Esta cidade, portanto, tornou-se anticristã,
pois acompanha as guerras da besta. O judaísmo não se diferencia mais do mundo.
Ao matar estas testemunhas, assassinam seu Moisés e Elias e se separam de seus
próprios fundamentos. Uma exclamação similar, que grita fatos inconcebíveis, encontra-se
em Mateus 23:37 na boca de Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas
e apedrejas os que te foram enviados!”. O que aconteceu, na praça desta cidade,
não foi um homicídio, pelo qual não se podia responsabilizar uma cidade
inteira, mas uma matança realizada com unanimidade, que por isso onera a
sociedade toda.
Em tempos de guerra os cadáveres são
empurrados simplesmente para a rua. “Os seus cadáveres são como monturo no meio
das ruas” (Isaías 5:25 “Por isso se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo,
e o Senhor estendeu a sua mão contra ele, e o feriu; e as montanhas tremeram, e
os seus cadáveres eram como lixo no meio das ruas; com tudo isto não tornou
atrás a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.”). Contudo nós os vemos
cheios de dor e pavor. No atual caso, porém, tudo é intencional e praticado com
sarcasmo, como exporá o v. 9 “Homens de vários povos, e tribos e línguas, e
nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam
sepultados”.
EMBORA no Apocalipse a expressão “GRANDE
CIDADE” por nove vezes designe a Babilônia:
Apocalipse 16:19 “e a grande cidade fendeu-se
em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande
Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira.”
Apocalipse 18:10 “e, estando de longe por
medo do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade
forte! pois numa só hora veio o teu julgamento.”
Apocalipse 14:8 “Um segundo anjo o seguiu,
dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do
vinho da ira da sua prostituição.”
Apocalipse 18:2 “E ele clamou com voz forte,
dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e
guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável.”
Apocalipse 17:18 “E a mulher que viste é a
grande cidade que reina sobre os reis da terra.”
Apocalipse 18:16 “E os dez chifres que viste,
e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as
suas carnes, e a queimarão no fogo.”
Apocalipse 18:18 “e, contemplando a fumaça do
incêndio dela, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?”
Apocalipse 18:19 “E lançaram pó sobre as suas
cabeças, e clamavam, chorando e lamentando, dizendo: Ai! ai da grande cidade,
na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua
opulência! porque numa só hora foi assolada.”
Apocalipse 18:21 “Um forte anjo levantou uma
pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será
lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.”
AQUI:
Em Ap 11:8 “E jazerão os seus corpos na praça
da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o
seu Senhor foi crucificado.”
ESTÁ ligada a Jerusalém por meio do adendo: “onde
também o seu Senhor foi crucificado”.
A “grande cidade” é realmente a “cidade santa”
de outrora, do v. 2:
“Mas deixa o átrio que está fora do
santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade
santa por quarenta e dois meses”.
ELA SE TORNOU “Babilônia” e segundo o Apocalipse
nunca tornará a ser “cidade santa”
Apocalipse 18:21 “Um forte anjo levantou uma
pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será
lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.”
DE MODO QUE, a única cidade do futuro que o
apocalipse conhece não surge pela construção de baixo para cima, mas pela
descida pelo alto.
Apocalipse 21:2 “E vi a santa cidade, a nova
Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva
ataviada para o seu noivo.”
A Jerusalém atual sucumbirá com a Babilônia!
EXISTE UMA DISTINÇÃO RADICAL entre a
Jerusalém atual e a Jerusalém do futuro:
Gálatas 4:25,26 “Ora, esta Agar é o monte
Sinai na Arábia e corresponde à Jerusalém atual, pois é escrava com seus
filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é nossa mãe.”
Hebreus 12:22 “Mas tendes chegado ao Monte
Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos;”.
Essa deturpação que Jerusalém (e, em decorrência,
o judaísmo) sofreu em sua essência continua a ser descrita. Essa é a cidade QUE,
ESPIRITUALMENTE, SE CHAMA SODOMA E EGITO.
Sodoma representa os tentadores vícios
gentílicos e, por princípio, a sedução para longe de Deus em direção dos
ídolos, ou seja, a “prostituição” religiosa e moral. “Como se fez prostituta a
cidade fiel!” lamentava-se Isaías
Isaías 1:10,21 “Ouvi a palavra do Senhor,
governadores de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. Como
se fez prostituta a cidade fiel! ela que estava cheia de retidão! A justiça
habitava nela, mas agora homicidas”.
Isaías 3:9 “O aspecto do semblante dá
testemunho contra eles; e, como Sodoma, publicam os seus pecados sem os
disfarçar. Ai da sua alma! porque eles fazem mal a si mesmos.”
Jeremias 23:14 “Mas nos profetas de Jerusalém
vejo uma coisa horrenda: cometem adultérios, e andam com falsidade, e
fortalecem as mãos dos malfeitores, de sorte que não se convertam da sua
maldade; eles têm-se tornado para mim como Sodoma, e os moradores dela como
Gomorra.”
Ezequiel 16:46,49 “E tua irmã maior, que
habita à tua esquerda, é Samária, ela juntamente com suas filhas; e tua irmã
menor, que habita à tua mão direita, é Sodoma e suas filhas. Eis que esta foi a
iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade
teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.”
O Egito foi a casa da escravidão de Israel e
representa o poder de opressão, que escraviza pela violência, paralisa,
maltrata, persegue, dizima e amedronta até a morte.
Ambos os elementos, sedução e opressão,
unificaram-se mais tarde na “grande Babilônia”.
ONDE TAMBÉM O SEU SENHOR FOI CRUCIFICADO, que
exclui toda hipótese a respeito de Roma e Itália! Ele foi crucificado em
Jerusalém, fora dos muros. Na ocasião, é bem verdade que os judeus se
mancomunaram com os romanos gentílicos. Herodes, como representante do
judaísmo, tornou-se amigo de Pilatos, representante de Roma (Lucas 23:12 “Nesse
mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade
um com o outro.”), e os líderes espirituais do povo apelaram para a amizade com
César (João 19:12 “Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus
clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei
é contra César.”). Por inimizade contra o Cristo de Deus eles sepultaram sua
inimizade com Roma. Nesse ponto principiou a conformação do judaísmo com o
mundo.
Essa conformação continua com o assassinato das “duas testemunhas”. São episódios paralelos ao caso de Jesus. O TAMBÉM unifica a morte deles com a morte de seu Senhor. As testemunhas achegam-se bem perto daquele a quem testemunham. Encontram-se na “comunhão dos seus sofrimentos” (Filipenses 3:10 “para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte,”; Apocalipse 2:8-11 “Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte.”).
“ANÁLISE PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE – DECODIFICAÇÃO
PARTE 2”
Apocalipse 14:8-11 “Um
segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as
nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. Seguiu-os ainda um
terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua
imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da
ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será
atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A
fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia
nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o
sinal do seu nome.”
A mensagem deste
outro mensageiro tem os mesmos destinatários, de modo que eles não precisam ser
citados novamente, tampouco ele muda de assunto, contudo complementa o discurso
do mensageiro que o antecedeu. E ele disse: CAIU, CAIU A GRANDE (cidade) BABILÔNIA.
O juízo
sobre a Babilônia (Quanto
à forma do nome Babilônia de acordo com Apocalipse 17:5 trata-se de um MISTÉRIO! deixando
claro que o sentido do nome não é simplesmente evidente, mas, por ser nome
simbólico, carece de decodificação. O nome é BABILÔNIA, A GRANDE cidade.
Na época de João a Babilônia histórica já estava devastada há muito tempo.Mesmo
sua localização exata era incerta até que na Idade Moderna fosse escavada sob
doze a vinte e quatro metros de escombros. Apesar disso João chegou a comunicar
a exclamação do anjo a seus irmãos em Apocalipse 18:4: “Retirai-vos dela (da
Babilônia)!” É evidente que um conceito geográfico foi reinterpretado
espiritualmente quanto a esta convocação. A antiga Babilônia não tinha
importância histórica até o tempo de Hammurapi (por volta de 1725-1656 a.C.). Através
dele a cidade conquistou predomínio cultural até a era do helenismo. Contudo, a
cidade exerceu verdadeira posição de império mundial somente por tempo breve e
transitório. O episódio de Gênesis 11:1-9 (a torre de Babel) pode ser típico
para a Babilônia: é certo que A BABILÔNIA GERA A IDÉIA DE IMPÉRIO
MUNDIAL, porém a concretização não obtém sucesso. A cidade limitou-se a ser
centro comercial e cultural. Naturalmente a magnitude de seu luxo era
proverbial entre gregos e romanos. A Babilônia dominava como uma mulher que,
“delicada e mimada”, controla os homens, como uma “senhora de reinos” (Isaías
47:1,5 “Desce,
e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão sem trono,
ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a mimosa nem a delicada. Assenta-te
calada, e entra nas trevas, ó filha dos caldeus; porque não serás chamada mais
a senhora de reinos.”), como “rainha” (Apocalipse 18:7 “Quanto ela se
glorificou, e em delícias esteve, tanto lhe dai de tormento e de pranto; pois
que ela diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de
modo algum verei o pranto.”). Tudo isto, bem como o
extenso cap. 18 sobre a Babilônia dos comerciantes, é em geral pouco
considerado na interpretação desse termo. É preciso diferenciar a Babilônia da
besta, caracterizada por violência, guerra e subjugação. Cultura e violência
podem convergir, mas também separar-se novamente (Apocalipse 17:3,16 “Então ele me
levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de
escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez
chifres. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a
tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.”). A besta sozinha, sem a bela cavaleira, seria uma afronta. É por isso
que ela gosta de se servir da cultura e de seus recursos inebriantes. Esta é,
portanto, a solução perfeita: em primeiro plano a mulher fascinante, no fundo
os dentes arreganhados da besta, caso os seres humanos se tornem atrevidos
demais. Os ideais ressoam nas grandes praças, porém nas ruas laterais a tropa
de choque está de prontidão. Isto é o máximo que se pode oferecer sem Deus. PORTANTO,
A BABILÔNIA É A SOCIEDADE QUE DESENVOLVEU A ADMIRÁVEL CAPACIDADE DE SE INSTALAR
NESTA TERRA. Os abismos do Ser foram camuflados pela capacidade e pelo
conhecimento, eliminados ou pelo menos cerceados pela organização. É possível
viver neste mundo cheio de luzes e de seguranças inteligentes. Contudo, ainda
não foi dito nada de substancial. A Babilônia é também A MÃE DAS MERETRIZES
E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA. Todo esse brilho
foi erguido sobre uma gigantesca quebra de fidelidade (Apocalipse 17:1 “Veio
um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem,
mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas
águas;” A repetição literal dessa expressão em Apocalipse
21:9 “E
veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas,
e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.”, contudo não relacionada com a prostituta, e sim com a noiva do Cordeiro,
mostra com a desejável clareza que a prostituta e a noiva são entendidas como
dois tipos opostos. Esse dado é importante também para a interpretação da
prostituta no presente capítulo. O anjo tenciona mostrar a João O JULGAMENTO
DA GRANDE MERETRIZ. Esta demonstração está combinada com uma intenção
mais profunda. João e as igrejas devem desmascarar e reconhecer esse personagem
de tal maneira que jamais se deixem enganar pela prostituta e não a confundam
um instante sequer com a noiva. Seria possível uma confusão assim? Sem dúvida,
se o Espírito Santo (Apocalipse 17:3 “Então ele me levou em espírito a um deserto;
e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes
de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.”) não desfizer a sedução e o engano. Que ninguém tenha excessiva
autoconfiança! Depois que (Apocalipse 2:14,20,21 “entretanto, algumas coisas tenho
contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava
Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a
comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem... Mas tenho
contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e
seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos;
e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua
prostituição.”) já falou da prostituição em diversos lugares da
província da Ásia, a partir de agora trata-se da GRANDE MERETRIZ (ainda em
Apocalipse 17:5,15,16 “e
na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das
prostituições e das abominações da terra... Disse-me ainda: As águas que viste,
onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. E os dez
chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada
e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. \ Apocalipse 19:2 “porque
verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que
havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o
sangue dos seus servos.”). O leitor já pode saber quem ela é em Apocalipse 14:8
“Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas
as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.”, Do mesmo modo, a indicação geográfica SOBRE (“perto de”, “à
beira de”, “junto a”) MUITAS ÁGUAS combina com a Babilônia. A cidade
histórica estava situada em numerosos braços do Eufrates (Salmo
137:1 “Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar,
recordando-nos de Sião.”) e em canais que cruzavam as terras de aluvião. Por
essa razão ela era uma espécie de fortaleza aquática (Apocalipse 16:12 “O sexto
anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se,
para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente.” As ÁGUAS
(do Eufrates) SECARAM. Há uma referência histórica para esse processo. No
passado, a Babilônia estava protegida de todos os lados pelos braços das águas
do Eufrates, sendo considerada como inexpugnável. Contudo, quando Ciro sitiou a
cidade, ele desviou a água para um vale, penetrou na cidade pelos portões
fluviais, assim impressionando toda a Antigüidade de maneira duradoura. Era
muito fácil desvincular esse desaparecimento das águas protetoras do Eufrates
da origem histórica e essa apavorante invasão do poder inimigo, e inseri-los,
como conceito, na proclamação do juízo. Agora ela se refere à “Babilônia”
escatológica (cap. 17 e 18), que consumiu a longanimidade de Deus e que está
sendo entregue totalmente ao dragão e a seus espíritos, PARA QUE – como
consta aqui – SE PREPARASSE O CAMINHO DOS REIS QUE VÊM DO LADO DO NASCIMENTO
DO SOL.), um dos maiores fatores que constituíam seu orgulho de ser inexpugnável.
“Tu… que habitas tão segura” (Isaías 47:8 “Agora pois ouve isto, tu
que és dada a prazeres, que habitas descuidada, que dizes no teu coração: Eu
sou, e fora de mim não há outra; não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de
filhos.”). Parece, no entanto, que já em tempos remotos esses braços fluviais
foram compreendidos como veias vitais para a Babilônia, que lhe asseguravam
comércio e riqueza: “tu que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros…” (Jeremias
51:13 “Ó tu, que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! é chegado o teu
fim, a medida da tua ganância.”). Contudo, essas considerações esclarecem tão
somente a origem da metáfora, não seu significado no presente texto. Ele é
elucidado validamente pelo v. 15 de Apocalipse 17 “e na sua fronte estava
escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das
abominações da terra.”; por meio dessas águas a Babilônia constitui uma
grandeza supra-étnica e supralocal. Ela não conhece limites territoriais, mas
está relacionada com a totalidade das nações (quadruplicadas!).
Particularmente, ela está SENTADA (“entronizada”) ali. Ainda terá de ser
explicado de que maneira ela domina o mundo. Por sua natureza ela é MERETRIZ.
Em todas as ocorrências dessa metáfora nos escritos do denominado antigo
testamento alude-se a relações comerciais e intercâmbio cultural de grandes
cidades. Apocalipse 18 evidencia com que ênfase essas correlações também devem
ser vistas no conceito da Babilônia no Ap. A BABILÔNIA APARECE COMO POTÊNCIA
ECONÔMICA E CULTURAL GLOBAL. Não há a conotação de uma soberania
político-militar maior. DESTA MANEIRA SOMOS DESVIADOS DE UMA INTERPRETAÇÃO,
MUITO RECORRENTE, DA BABILÔNIA COMO SENDO O IMPÉRIO MUNDIAL ROMANO.), sobre a ruptura amadurecida, conscientemente executada,
com Deus. Tão grande quanto é a Babilônia, tão grande é sua prostituição.
Sua magnitude é aquela desenvolvida pela prostituição. É por isso que não se
deve simplesmente igualar a Babilônia com a cultura e depreender do Apocalipse
hostilidade à cultura. Contudo, como a Bíblia toda, o Apocalipse é
implacavelmente crítico em relação à cultura. De forma alguma ele permite que
lhe seja negado a aplicação de parâmetros éticos e espirituais.) alcança aqui tamanha plasticidade (e também
certeza e irrevogabilidade) que já se pode exclamá-lo em triunfo como algo
acontecido.
Segue-se a causa do juízo: QUE TEM DADO A BEBER A TODAS AS NAÇÕES DO
VINHO DA FÚRIA DA SUA PROSTITUIÇÃO. Surge, assim, o conceito da
“prostituta” Babilônia. Já o povo da aliança no antigo pacto considerava a
Babilônia como matriz da idolatria, como foco contagioso de uma terrível
sedução que abrange todos os povos. Sobre essa “prostituição” religiosa e real,
veja o que diz Apocalipse 2:20-24 “Mas tenho contra
ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os
meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos; e
dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua
prostituição. Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os
que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela; e ferirei
de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que
esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas
obras. Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos
não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que
outra carga vos não porei;”.
Obteremos um
sentido direto dessa acumulação de termos um pouco complicada DO VINHO DA FÚRIA DA SUA PROSTITUIÇÃO,
quando não relacionarmos a FÚRIA com
a ira de Deus nessa passagem, mas a entendermos como o ardor contagioso e
insaciável dessa meretriz. É sua avidez que depois é simbolizada na bebida
inebriante. Também em Oséias 4:11 “A incontinência, e o vinho, e o mosto tiram
o entendimento.” a prostituição e o vinho são equiparados. Dessa forma ela
oferece de forma tentadora seu “cálice de ouro” (Apocalipse 17:4 “A mulher
estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas
e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da
imundícia da prostituição;”), de forma que ele passa pelas fileiras da
humanidade, arrastando todos para a desgraça. SEGUIU-SE A ESTES OUTRO ANJO, O TERCEIRO, DIZENDO, EM GRANDE VOZ.
O primeiro anjo falou de Deus, o Juiz; o segundo anjo, fala da Babilônia, a
julgada. O terceiro anjo fala agora dos que foram julgados com ela. O que
ouvimos dos anjos, na realidade constitui uma única pregação, porém distribuída
entre diversos oradores. Na queda da Babilônia todos os idólatras serão
arrastados. SE ALGUÉM ADORA A BESTA E A SUA IMAGEM E RECEBE A SUA MARCA NA
FRONTE OU SOBRE A MÃO, TAMBÉM ESSE BEBERÁ DO VINHO DA CÓLERA DE DEUS. Nessa
situação processa-se uma mudança de figura. Agora não é mais a prostituta
Babilônia que oferece seu cálice de pecado, e sim Deus, que alcança sua taça de
ira. A Bíblia ensina sobre pecado e castigo, de modo que agora o pecado está
retornando como punição. Este vinho foi PREPARADO, SEM MISTURA, DO CÁLICE DA
SUA IRA, Assim a ira de Deus não será abrandada por nada, como nos longos
períodos de paciência e da continência divinas. E SERÁ ATORMENTADO COM FOGO
E ENXOFRE. Tal juízo culminará no mais severo dos juízos, a saber, no lago
de fogo e enxofre. A FUMAÇA DO
SEU TORMENTO SOBE PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS, E NÃO TÊM DESCANSO ALGUM, NEM DE
DIA NEM DE NOITE.
Finalmente o anjo retorna ao “se” do v. 9 de Apocalipse 14: Se alguém aceita a marca de seu nome (da besta) [tradução do autor]. Este “se” que forma a moldura e que sustém toda a mensagem do anjo, deveria ser ouvido com precisão. Ele revela as duas camadas do trecho. Num nível o anjo proclama o juízo final já irrevogável. No outro nível ele interpela os endereçados do presente livro que ainda podem decidir-se, que ainda estão diante da possibilidade de renegar a besta ou separar-se com terror da besta, para pertencer integralmente ao Cordeiro. Nos vrs. 12,13 de Apocalipse 14 esse tom pastoral insistente irromperá de forma cabal. Ninguém deve tomar conhecimento dessa visão do juízo final prestes a chegar como mera aula objetiva sobre o plano da salvação. Por amor de Deus, abandonem a posição de espectadores!
“ANÁLISE
PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE – DECODIFICAÇÃO PARTE 3”
Apocalipse 16:19-21
“e
a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e
Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da
sua ira. Todas ilhas fugiram, e os montes não mais se acharam. E sobre os
homens caiu do céu uma grande saraivada, pedras quase do peso de um talento; e
os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraivada; porque a sua
praga era mui grande.”
Os v. 19-21 descrevem
as conseqüências para o mundo das pessoas.
E A GRANDE CIDADE SE DIVIDIU EM TRÊS PARTES.
Não existem várias “grandes” cidades. Pois ela é aquela que já aparece em
Apocalipse 11:8 (texto acerca do qual já estudamos na primeira parte deste
estudo) como arqui-inimiga da cidade de Deus, Jerusalém, a saber, como essência
da glória humana sem Deus. É desnecessário citar seu nome. A próxima frase
utiliza-o como algo óbvio: BABILÔNIA
(quanto à forma do nome, trataremos disto na parte três deste estudo).
Essa cidade,
portanto, é dividida em três, por fendas causadas pelo terremoto (referência ao
juízo divino aplicado de forma justa).
Por terríveis que
sejam os castigos, resplandece neles a correta justiça de Deus. A partir das
circunstâncias momentâneas, na verdade pode-se acusá-lo de dureza exagerada.
Deus, porém, julga e age a partir da amplitude da história.
A subdivisão de um
reino noticia que ruiu seu poder (Ezequiel 37:22 “e deles farei uma nação na
terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais
serão duas nações, nem de maneira alguma se dividirão para o futuro em dois
reinos;” \ Daniel 11:4 “Mas, estando ele [Alexandre o Grande] em pé, o seu
reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; porém não
para os seus descendentes, nem tampouco segundo o poder com que reinou; porque
o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles.” \ Mateus 12:25 “Jesus, porém, conhecendo-lhes
os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e
toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.”)
A cultura mundial
única, que se condensa na figura da Babilônia, concretiza-se em numerosas
cidades da terra. Elas participam do esplendor e da derrocada da Babilônia. Na
terra inteira a glória humana afundará no nada, e se tornará em ruínas, pois
não permanecerá para sempre, pois sobre a tal recairá o juízo divino!
E LEMBROU-SE DEUS DA GRANDE BABILÔNIA.
Trata-se de uma perspectiva humana, pois em um momento Deus parece ter-se
esquecido de seus fiéis, em outro momento, porém, dos que zombam dele, de sorte
que sejam ímpios sem sofrer conseqüências. Porém, no momento certo chegará a
vez da cidade da Babilônia, PARA DAR-LHE
O CÁLICE DO VINHO DO FUROR DA SUA IRA.
Na tríplice forma
de expressão reside uma veemência extrema. Agora a ira irrompe de forma
irrestrita. Até aqui esse cálice repetidamente passou ao largo da Babilônia.
Isso, no entanto, não aconteceu nem por indiferença nem fraqueza divinas
perante o pecado.
CONTINUAÇÃO https://pastorthiagogiraldessanchez.blogspot.com/2020/07/analiseprofunda-quanto-grande-babilonia.html



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