segunda-feira, 13 de julho de 2020

“ANÁLISE PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE – DECODIFICAÇÃO PARTES 1-3”


“ANÁLISE PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE –  DECODIFICAÇÃO PARTE 1

 

Apocalipse 11:8E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.”

 

Esta cidade, portanto, tornou-se anticristã, pois acompanha as guerras da besta. O judaísmo não se diferencia mais do mundo. Ao matar estas testemunhas, assassinam seu Moisés e Elias e se separam de seus próprios fundamentos. Uma exclamação similar, que grita fatos inconcebíveis, encontra-se em Mateus 23:37 na boca de Jesus: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados!”. O que aconteceu, na praça desta cidade, não foi um homicídio, pelo qual não se podia responsabilizar uma cidade inteira, mas uma matança realizada com unanimidade, que por isso onera a sociedade toda.

 

Em tempos de guerra os cadáveres são empurrados simplesmente para a rua. “Os seus cadáveres são como monturo no meio das ruas” (Isaías 5:25 “Por isso se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, e o Senhor estendeu a sua mão contra ele, e o feriu; e as montanhas tremeram, e os seus cadáveres eram como lixo no meio das ruas; com tudo isto não tornou atrás a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão.”). Contudo nós os vemos cheios de dor e pavor. No atual caso, porém, tudo é intencional e praticado com sarcasmo, como exporá o v. 9 “Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados”.

 

EMBORA no Apocalipse a expressão “GRANDE CIDADE” por nove vezes designe a Babilônia:

 

Apocalipse 16:19 “e a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira.”

 

Apocalipse 18:10 “e, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! pois numa só hora veio o teu julgamento.”

 

Apocalipse 14:8 “Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.”

 

Apocalipse 18:2 “E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável.”

 

Apocalipse 17:18 “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.”

 

Apocalipse 18:16 “E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.”

 

Apocalipse 18:18 “e, contemplando a fumaça do incêndio dela, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?”

 

Apocalipse 18:19 “E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamavam, chorando e lamentando, dizendo: Ai! ai da grande cidade, na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência! porque numa só hora foi assolada.”

 

Apocalipse 18:21 “Um forte anjo levantou uma pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.”

 

AQUI:

 

Em Ap 11:8 “E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.”

 

ESTÁ ligada a Jerusalém por meio do adendo: “onde também o seu Senhor foi crucificado”.

 

A “grande cidade” é realmente a “cidade santa” de outrora, do v. 2:

 

“Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses”.

 

ELA SE TORNOU “Babilônia” e segundo o Apocalipse nunca tornará a ser “cidade santa”

 

Apocalipse 18:21 “Um forte anjo levantou uma pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.”

 

DE MODO QUE, a única cidade do futuro que o apocalipse conhece não surge pela construção de baixo para cima, mas pela descida pelo alto.

 

Apocalipse 21:2 “E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.”

 

A Jerusalém atual sucumbirá com a Babilônia!

 

EXISTE UMA DISTINÇÃO RADICAL entre a Jerusalém atual e a Jerusalém do futuro:

 

Gálatas 4:25,26 “Ora, esta Agar é o monte Sinai na Arábia e corresponde à Jerusalém atual, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é nossa mãe.”

 

Hebreus 12:22 “Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos;”.

 

Essa deturpação que Jerusalém (e, em decorrência, o judaísmo) sofreu em sua essência continua a ser descrita. Essa é a cidade QUE, ESPIRITUALMENTE, SE CHAMA SODOMA E EGITO.

 

Sodoma representa os tentadores vícios gentílicos e, por princípio, a sedução para longe de Deus em direção dos ídolos, ou seja, a “prostituição” religiosa e moral. “Como se fez prostituta a cidade fiel!” lamentava-se Isaías

 

Isaías 1:10,21 “Ouvi a palavra do Senhor, governadores de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. Como se fez prostituta a cidade fiel! ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela, mas agora homicidas”.

 

Isaías 3:9 “O aspecto do semblante dá testemunho contra eles; e, como Sodoma, publicam os seus pecados sem os disfarçar. Ai da sua alma! porque eles fazem mal a si mesmos.”

 

Jeremias 23:14 “Mas nos profetas de Jerusalém vejo uma coisa horrenda: cometem adultérios, e andam com falsidade, e fortalecem as mãos dos malfeitores, de sorte que não se convertam da sua maldade; eles têm-se tornado para mim como Sodoma, e os moradores dela como Gomorra.”

 

Ezequiel 16:46,49 “E tua irmã maior, que habita à tua esquerda, é Samária, ela juntamente com suas filhas; e tua irmã menor, que habita à tua mão direita, é Sodoma e suas filhas. Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.”

 

O Egito foi a casa da escravidão de Israel e representa o poder de opressão, que escraviza pela violência, paralisa, maltrata, persegue, dizima e amedronta até a morte.

 

Ambos os elementos, sedução e opressão, unificaram-se mais tarde na “grande Babilônia”.

 

ONDE TAMBÉM O SEU SENHOR FOI CRUCIFICADO, que exclui toda hipótese a respeito de Roma e Itália! Ele foi crucificado em Jerusalém, fora dos muros. Na ocasião, é bem verdade que os judeus se mancomunaram com os romanos gentílicos. Herodes, como representante do judaísmo, tornou-se amigo de Pilatos, representante de Roma (Lucas 23:12 “Nesse mesmo dia Pilatos e Herodes tornaram-se amigos; pois antes andavam em inimizade um com o outro.”), e os líderes espirituais do povo apelaram para a amizade com César (João 19:12 “Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César; todo aquele que se faz rei é contra César.”). Por inimizade contra o Cristo de Deus eles sepultaram sua inimizade com Roma. Nesse ponto principiou a conformação do judaísmo com o mundo.

 

Essa conformação continua com o assassinato das “duas testemunhas”. São episódios paralelos ao caso de Jesus. O TAMBÉM unifica a morte deles com a morte de seu Senhor. As testemunhas achegam-se bem perto daquele a quem testemunham. Encontram-se na “comunhão dos seus sofrimentos” (Filipenses 3:10 “para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte,”; Apocalipse 2:8-11 “Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte.”).



“ANÁLISE PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE – DECODIFICAÇÃO PARTE 2

 

Apocalipse 14:8-11 Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome.”

 

A mensagem deste outro mensageiro tem os mesmos destinatários, de modo que eles não precisam ser citados novamente, tampouco ele muda de assunto, contudo complementa o discurso do mensageiro que o antecedeu. E ele disse: CAIU, CAIU A GRANDE (cidade) BABILÔNIA.

 

O juízo sobre a Babilônia (Quanto à forma do nome Babilônia de acordo com Apocalipse 17:5 trata-se de um MISTÉRIO! deixando claro que o sentido do nome não é simplesmente evidente, mas, por ser nome simbólico, carece de decodificação. O nome é BABILÔNIA, A GRANDE cidade. Na época de João a Babilônia histórica já estava devastada há muito tempo.Mesmo sua localização exata era incerta até que na Idade Moderna fosse escavada sob doze a vinte e quatro metros de escombros. Apesar disso João chegou a comunicar a exclamação do anjo a seus irmãos em Apocalipse 18:4: “Retirai-vos dela (da Babilônia)!” É evidente que um conceito geográfico foi reinterpretado espiritualmente quanto a esta convocação. A antiga Babilônia não tinha importância histórica até o tempo de Hammurapi (por volta de 1725-1656 a.C.). Através dele a cidade conquistou predomínio cultural até a era do helenismo. Contudo, a cidade exerceu verdadeira posição de império mundial somente por tempo breve e transitório. O episódio de Gênesis 11:1-9 (a torre de Babel) pode ser típico para a Babilônia: é certo que A BABILÔNIA GERA A IDÉIA DE IMPÉRIO MUNDIAL, porém a concretização não obtém sucesso. A cidade limitou-se a ser centro comercial e cultural. Naturalmente a magnitude de seu luxo era proverbial entre gregos e romanos. A Babilônia dominava como uma mulher que, “delicada e mimada”, controla os homens, como uma “senhora de reinos” (Isaías 47:1,5 “Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; assenta-te no chão sem trono, ó filha dos caldeus, porque nunca mais serás chamada a mimosa nem a delicada. Assenta-te calada, e entra nas trevas, ó filha dos caldeus; porque não serás chamada mais a senhora de reinos.”), como “rainha” (Apocalipse 18:7 “Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, tanto lhe dai de tormento e de pranto; pois que ela diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de modo algum verei o pranto.”). Tudo isto, bem como o extenso cap. 18 sobre a Babilônia dos comerciantes, é em geral pouco considerado na interpretação desse termo. É preciso diferenciar a Babilônia da besta, caracterizada por violência, guerra e subjugação. Cultura e violência podem convergir, mas também separar-se novamente (Apocalipse 17:3,16 “Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.”). A besta sozinha, sem a bela cavaleira, seria uma afronta. É por isso que ela gosta de se servir da cultura e de seus recursos inebriantes. Esta é, portanto, a solução perfeita: em primeiro plano a mulher fascinante, no fundo os dentes arreganhados da besta, caso os seres humanos se tornem atrevidos demais. Os ideais ressoam nas grandes praças, porém nas ruas laterais a tropa de choque está de prontidão. Isto é o máximo que se pode oferecer sem Deus. PORTANTO, A BABILÔNIA É A SOCIEDADE QUE DESENVOLVEU A ADMIRÁVEL CAPACIDADE DE SE INSTALAR NESTA TERRA. Os abismos do Ser foram camuflados pela capacidade e pelo conhecimento, eliminados ou pelo menos cerceados pela organização. É possível viver neste mundo cheio de luzes e de seguranças inteligentes. Contudo, ainda não foi dito nada de substancial. A Babilônia é também A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA. Todo esse brilho foi erguido sobre uma gigantesca quebra de fidelidade (Apocalipse 17:1 “Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;” A repetição literal dessa expressão em Apocalipse 21:9 “E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.”, contudo não relacionada com a prostituta, e sim com a noiva do Cordeiro, mostra com a desejável clareza que a prostituta e a noiva são entendidas como dois tipos opostos. Esse dado é importante também para a interpretação da prostituta no presente capítulo. O anjo tenciona mostrar a João O JULGAMENTO DA GRANDE MERETRIZ. Esta demonstração está combinada com uma intenção mais profunda. João e as igrejas devem desmascarar e reconhecer esse personagem de tal maneira que jamais se deixem enganar pela prostituta e não a confundam um instante sequer com a noiva. Seria possível uma confusão assim? Sem dúvida, se o Espírito Santo (Apocalipse 17:3 “Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.”) não desfizer a sedução e o engano. Que ninguém tenha excessiva autoconfiança! Depois que (Apocalipse 2:14,20,21 “entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem... Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos; e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.”) já falou da prostituição em diversos lugares da província da Ásia, a partir de agora trata-se da GRANDE MERETRIZ (ainda em Apocalipse 17:5,15,16 “e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra... Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. \ Apocalipse 19:2 “porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.”). O leitor já pode saber quem ela é em Apocalipse 14:8 “Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.”, Do mesmo modo, a indicação geográfica SOBRE (“perto de”, “à beira de”, “junto a”) MUITAS ÁGUAS combina com a Babilônia. A cidade histórica estava situada em numerosos braços do Eufrates (Salmo 137:1 “Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião.”) e em canais que cruzavam as terras de aluvião. Por essa razão ela era uma espécie de fortaleza aquática (Apocalipse 16:12 “O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente.” As ÁGUAS (do Eufrates) SECARAM. Há uma referência histórica para esse processo. No passado, a Babilônia estava protegida de todos os lados pelos braços das águas do Eufrates, sendo considerada como inexpugnável. Contudo, quando Ciro sitiou a cidade, ele desviou a água para um vale, penetrou na cidade pelos portões fluviais, assim impressionando toda a Antigüidade de maneira duradoura. Era muito fácil desvincular esse desaparecimento das águas protetoras do Eufrates da origem histórica e essa apavorante invasão do poder inimigo, e inseri-los, como conceito, na proclamação do juízo. Agora ela se refere à “Babilônia” escatológica (cap. 17 e 18), que consumiu a longanimidade de Deus e que está sendo entregue totalmente ao dragão e a seus espíritos, PARA QUE – como consta aqui – SE PREPARASSE O CAMINHO DOS REIS QUE VÊM DO LADO DO NASCIMENTO DO SOL.), um dos maiores fatores que constituíam seu orgulho de ser inexpugnável. “Tu… que habitas tão segura” (Isaías 47:8 “Agora pois ouve isto, tu que és dada a prazeres, que habitas descuidada, que dizes no teu coração: Eu sou, e fora de mim não há outra; não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos.”). Parece, no entanto, que já em tempos remotos esses braços fluviais foram compreendidos como veias vitais para a Babilônia, que lhe asseguravam comércio e riqueza: “tu que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros…” (Jeremias 51:13 “Ó tu, que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! é chegado o teu fim, a medida da tua ganância.”). Contudo, essas considerações esclarecem tão somente a origem da metáfora, não seu significado no presente texto. Ele é elucidado validamente pelo v. 15 de Apocalipse 17 “e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra.”; por meio dessas águas a Babilônia constitui uma grandeza supra-étnica e supralocal. Ela não conhece limites territoriais, mas está relacionada com a totalidade das nações (quadruplicadas!). Particularmente, ela está SENTADA (“entronizada”) ali. Ainda terá de ser explicado de que maneira ela domina o mundo. Por sua natureza ela é MERETRIZ. Em todas as ocorrências dessa metáfora nos escritos do denominado antigo testamento alude-se a relações comerciais e intercâmbio cultural de grandes cidades. Apocalipse 18 evidencia com que ênfase essas correlações também devem ser vistas no conceito da Babilônia no Ap. A BABILÔNIA APARECE COMO POTÊNCIA ECONÔMICA E CULTURAL GLOBAL. Não há a conotação de uma soberania político-militar maior. DESTA MANEIRA SOMOS DESVIADOS DE UMA INTERPRETAÇÃO, MUITO RECORRENTE, DA BABILÔNIA COMO SENDO O IMPÉRIO MUNDIAL ROMANO.), sobre a ruptura amadurecida, conscientemente executada, com Deus. Tão grande quanto é a Babilônia, tão grande é sua prostituição. Sua magnitude é aquela desenvolvida pela prostituição. É por isso que não se deve simplesmente igualar a Babilônia com a cultura e depreender do Apocalipse hostilidade à cultura. Contudo, como a Bíblia toda, o Apocalipse é implacavelmente crítico em relação à cultura. De forma alguma ele permite que lhe seja negado a aplicação de parâmetros éticos e espirituais.) alcança aqui tamanha plasticidade (e também certeza e irrevogabilidade) que já se pode exclamá-lo em triunfo como algo acontecido.

 

Segue-se a causa do juízo: QUE TEM DADO A BEBER A TODAS AS NAÇÕES DO VINHO DA FÚRIA DA SUA PROSTITUIÇÃO. Surge, assim, o conceito da “prostituta” Babilônia. Já o povo da aliança no antigo pacto considerava a Babilônia como matriz da idolatria, como foco contagioso de uma terrível sedução que abrange todos os povos. Sobre essa “prostituição” religiosa e real, veja o que diz Apocalipse 2:20-24 “Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos; e dei-lhe tempo para que se arrependesse; e ela não quer arrepender-se da sua prostituição. Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela; e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras. Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei;”.

 

Obteremos um sentido direto dessa acumulação de termos um pouco complicada DO VINHO DA FÚRIA DA SUA PROSTITUIÇÃO, quando não relacionarmos a FÚRIA com a ira de Deus nessa passagem, mas a entendermos como o ardor contagioso e insaciável dessa meretriz. É sua avidez que depois é simbolizada na bebida inebriante. Também em Oséias 4:11 “A incontinência, e o vinho, e o mosto tiram o entendimento.” a prostituição e o vinho são equiparados. Dessa forma ela oferece de forma tentadora seu “cálice de ouro” (Apocalipse 17:4 “A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição;”), de forma que ele passa pelas fileiras da humanidade, arrastando todos para a desgraça. SEGUIU-SE A ESTES OUTRO ANJO, O TERCEIRO, DIZENDO, EM GRANDE VOZ. O primeiro anjo falou de Deus, o Juiz; o segundo anjo, fala da Babilônia, a julgada. O terceiro anjo fala agora dos que foram julgados com ela. O que ouvimos dos anjos, na realidade constitui uma única pregação, porém distribuída entre diversos oradores. Na queda da Babilônia todos os idólatras serão arrastados. SE ALGUÉM ADORA A BESTA E A SUA IMAGEM E RECEBE A SUA MARCA NA FRONTE OU SOBRE A MÃO, TAMBÉM ESSE BEBERÁ DO VINHO DA CÓLERA DE DEUS. Nessa situação processa-se uma mudança de figura. Agora não é mais a prostituta Babilônia que oferece seu cálice de pecado, e sim Deus, que alcança sua taça de ira. A Bíblia ensina sobre pecado e castigo, de modo que agora o pecado está retornando como punição. Este vinho foi PREPARADO, SEM MISTURA, DO CÁLICE DA SUA IRA, Assim a ira de Deus não será abrandada por nada, como nos longos períodos de paciência e da continência divinas. E SERÁ ATORMENTADO COM FOGO E ENXOFRE. Tal juízo culminará no mais severo dos juízos, a saber, no lago de fogo e enxofre. A FUMAÇA DO SEU TORMENTO SOBE PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS, E NÃO TÊM DESCANSO ALGUM, NEM DE DIA NEM DE NOITE.

 

Finalmente o anjo retorna ao “se” do v. 9 de Apocalipse 14: Se alguém aceita a marca de seu nome (da besta) [tradução do autor]. Este “se” que forma a moldura e que sustém toda a mensagem do anjo, deveria ser ouvido com precisão. Ele revela as duas camadas do trecho. Num nível o anjo proclama o juízo final já irrevogável. No outro nível ele interpela os endereçados do presente livro que ainda podem decidir-se, que ainda estão diante da possibilidade de renegar a besta ou separar-se com terror da besta, para pertencer integralmente ao Cordeiro. Nos vrs. 12,13 de Apocalipse 14 esse tom pastoral insistente irromperá de forma cabal. Ninguém deve tomar conhecimento dessa visão do juízo final prestes a chegar como mera aula objetiva sobre o plano da salvação. Por amor de Deus, abandonem a posição de espectadores!



“ANÁLISE PROFUNDA QUANTO A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE – DECODIFICAÇÃO PARTE 3

 

Apocalipse 16:19-21 e a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira. Todas ilhas fugiram, e os montes não mais se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraivada, pedras quase do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraivada; porque a sua praga era mui grande.”

 

Os v. 19-21 descrevem as conseqüências para o mundo das pessoas.

 

E A GRANDE CIDADE SE DIVIDIU EM TRÊS PARTES. Não existem várias “grandes” cidades. Pois ela é aquela que já aparece em Apocalipse 11:8 (texto acerca do qual já estudamos na primeira parte deste estudo) como arqui-inimiga da cidade de Deus, Jerusalém, a saber, como essência da glória humana sem Deus. É desnecessário citar seu nome. A próxima frase utiliza-o como algo óbvio: BABILÔNIA (quanto à forma do nome, trataremos disto na parte três deste estudo).

 

Essa cidade, portanto, é dividida em três, por fendas causadas pelo terremoto (referência ao juízo divino aplicado de forma justa).

 

Por terríveis que sejam os castigos, resplandece neles a correta justiça de Deus. A partir das circunstâncias momentâneas, na verdade pode-se acusá-lo de dureza exagerada. Deus, porém, julga e age a partir da amplitude da história.

 

A subdivisão de um reino noticia que ruiu seu poder (Ezequiel 37:22 “e deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações, nem de maneira alguma se dividirão para o futuro em dois reinos;” \ Daniel 11:4 “Mas, estando ele [Alexandre o Grande] em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu; porém não para os seus descendentes, nem tampouco segundo o poder com que reinou; porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles.” \  Mateus 12:25 “Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.”)

 

A cultura mundial única, que se condensa na figura da Babilônia, concretiza-se em numerosas cidades da terra. Elas participam do esplendor e da derrocada da Babilônia. Na terra inteira a glória humana afundará no nada, e se tornará em ruínas, pois não permanecerá para sempre, pois sobre a tal recairá o juízo divino!

 

E LEMBROU-SE DEUS DA GRANDE BABILÔNIA. Trata-se de uma perspectiva humana, pois em um momento Deus parece ter-se esquecido de seus fiéis, em outro momento, porém, dos que zombam dele, de sorte que sejam ímpios sem sofrer conseqüências. Porém, no momento certo chegará a vez da cidade da Babilônia, PARA DAR-LHE O CÁLICE DO VINHO DO FUROR DA SUA IRA.

 

Na tríplice forma de expressão reside uma veemência extrema. Agora a ira irrompe de forma irrestrita. Até aqui esse cálice repetidamente passou ao largo da Babilônia. Isso, no entanto, não aconteceu nem por indiferença nem fraqueza divinas perante o pecado.


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