"ESTUDO DO CAPÍTULO 2 DO LIVRO DE OSÉIAS"
Oséias 2:1 “Dizei a vossos irmãos: Meu Povo, e
vossas irmãs: Amada.”
QUANDO a predição anunciada em Os.1:10 (“Todavia o número dos filhos de Israel
será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que
no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois
filhos do Deus vivo.”) SE cumprir, então como resultado, ocorrerá a
unificação profetizada no verso seguinte, os do Reino do Norte (espalhados que
perdem a identidade israelita se tornando gentios com DNA de Abraão) deverão
ser chamados de irmãos e irmãs (meu povo e amada), pois serão integrantes da
família de Deus; e quem os chamarão desta forma? O Israel meramente segundo a
carne, natural, desqualificados por sua incredulidade; O verso 10 (“Contudo os israelitas ainda serão como a
areia da praia, que não se pode medir nem contar. No lugar onde se dizia a
eles: ‘Vocês não são meu povo’, eles serão chamados ‘filhos do Deus vivo’.”)
está se cumprindo profeticamente após a cruz e por meio do anunciar as boas
novas do Evangelho aos gentios, começando com Cornélio até atingir a plenitude
dos gentios no fim dos tempos; se Ami e Ruama se trata dos que haviam se
tornado Lo-Ami e Lo-Ruama, a saber, o Reino do Norte, então quem tem que
declarar Ami e Ruama são pessoas que não compõem este grupo específico, ou
seja, trata-se portanto do Israel que sobrou, os Judeus de Judá, Benjamim e
Levi, o reino do Sul; Já O verso 11 onde lemos que O povo de Judá e o povo de
Israel serão reunidos, e eles designarão para si um só líder, e se levantarão
(brotarão) da terra, pois será grande o dia de Jezreel (Deus que semeia) se
cumprirá profeticamente na vinda do Messias após o fechamento das 70 semanas de
Daniel 9:24-27.
O ser chamados filhos de Deus, falando de Adoção, aponta para o resultado da ressurreição para o
arrebatamento:
E em se tratando de ADOÇÃO...
DE QUEM É? Romanos 9:4 “os quais são israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os
pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas;”
O QUE É? Romanos 8:23 “e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito,
também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do
nosso corpo.”
PARA QUE É? Jo 1:11-12: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos
quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem
filhos de Deus;"
O REINO DO NORTE DE FORA DELA? Os 1:10-11: "Todavia o número dos filhos de Israel
será como a areia do mar, que não pode ser medida nem contada; e no lugar onde
se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois os filhos do Deus
vivo. E os filhos de Judá e os filhos de Israel juntos se congregarão, e
constituirão sobre si uma só cabeça, e subirão da terra; pois grande será o dia
de Jizreel."
A IMPORTÂNCIA DELA? Rm 7:24-25: "Miserável homem que eu sou! quem me
livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De
modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei
do pecado."
QUANDO SE DARÁ ELA? 1 Co 15:51-55: "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?"
Para os mortos se dará na sexta trombeta, e, para os vivos se dará na
sétima (última) trombeta; ambas, no dito, dia do Senhor, na vinda do Messias
que se dará em meio ao Armagedom!
Oséias 2:2 “Repreendei
vossa mãe, repreendei; porque ela não é minha mulher, nem eu seu marido; que
tire suas prostituições diante de si, e seus adultérios dentre seus peitos;”
Os que devem repreender a mãe, trata-se DOS QUE
fazem parte dos que se tornariam Lo-Ami (conforme Os 1:9 “E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ami; porque vós não sois meu
povo, nem eu serei vosso Deus.”) MAS QUE POR FIM se tornariam Ami e
bnei el chay (conforme Os 1:10 “Todavia
o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se
nem contar-se; e acontecerá que no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu
povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.”), DOS QUE eram
Lo-Ruama (conforme Os 1:6 “E tornou
ela a conceber, e deu à luz uma filha. E Deus disse: Põe-lhe o nome de
Lo-Ruama; porque eu não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, mas
tudo lhe tirarei.”) MAS QUE POR FIM tornariam-se Ruama (conforme Os 2:1
“Dizei a vossos irmãos: Ami; e a
vossas irmãs: Ruama.”); OU SEJA, trata-se de integrantes do Israel
Reino do Norte, que diante da mensagem do profeta Oséias, e não aceitando o
estado no qual o Reino do Norte veio a se encontrar, são levados a exortarem os
demais integrantes deste povo, deste reino, seus irmãos e irmãs, que
coletivamente falando, na condição de nação (configuram a mãe\mulher).
Oséias 2:3 “Para
que eu não a despoje, ficando ela nua, e a ponha como no dia em que nasceu, e a
faça como um deserto, e a torne como uma terra seca, e a mate à sede;”
A infidelidade do Reino do Norte como nação
resultou na quebra do contrato de casamento com Deus; haviam dois fins para uma
mulher infiel: 1) ser despedida sem nada com uma mão na frente e outra atrás
caso não tenha havido testemunhas; 2) ser morta apedrejada caso tenha havido
testemunhas; neste caso Deus agiria com uma parte do Reino do Norte como um
marido age por não ter havido testemunhas; porém, com uma outra parte do Reino
do norte, os idólatras e infiéis descarados, Deus agiria como um marido por ter
havido testemunhas, entregando assim estes a serem figurativamente falando
apedrejados, ou seja, entregando-os a morte.
Oséias 2:4 “E
não me compadeça de seus filhos, porque são filhos de prostituições.”
Estes filhos dos quais Deus não se compadeceria são
os que configuram este reino do norte infiel, adúltero, prostituto, acerca do
qual muitos seriam (e de fato o foram) mortos enquanto que outros seriam (e de
fato também o foram) deportados, e por fim, dispersos mundo a fora até os
confins da terra ao fim do cativeiro; tais filhos individualmente falando,
configuram no coletivo (como nação\reino) a dita mulher\mãe\esposa.
Oséias 2:5 “Porque
sua mãe se prostituiu; aquela que os concebeu houve-se torpemente, porque diz:
Irei atrás de meus amantes, que me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o
meu linho, o meu óleo e as minhas bebidas.”
Aqui percebemos de dois a três erros: 1) alianças
proibidas que caracterizam-se prostituição e infidelidade para com Deus; 2)
atribuir as bênçãos recebidas à outros que não são a real fonte, que neste caso
é Deus. 3) meu, minha, minha, meu, meu, minhas; ou seja, o egoísmo
nacionalmente falando, que diga-se de passagem, pode ser visto atualmente no
mundo atual, aonde países riquíssimos restringem suas riquezas apenas para si,
mostrando não estarem na verdade nem aí para as pessoas de países ou nações
vizinhas que estão vivendo uma vida de grande miséria, carecendo de recursos
para saúde, educação, alimentação, muita das vezes por causa da corrupção por
parte dos líderes\governantes destas respectivas nações, que agem como
verdadeiros sangue-sugas, que sugam do próprio povo\nação que lideram\governam,
distribuindo a pobreza e a miséria em igualdade para o povo enquanto concentra
a riqueza nas mãos dos líderes\governantes do estado.
Oséias 2:6,7 “Portanto,
eis que cercarei o teu caminho com espinhos; e levantarei um muro de sebe, para
que ela não ache as suas veredas. Ela irá atrás de seus amantes, mas não os
alcançará; e buscá-los-á, mas não os achará; então dirá: Ir-me-ei, e
tornar-me-ei a meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora.”
Para que a mulher\mãe que trata-se da nação ou
reino do Norte não retornasse para a velha vida de prostituição político e
religiosa, Deus colocaria obstáculos para que por fim tal povo que configura
esta mulher\mãe viesse a voltar-se para o Deus que os tirara da terra do Egito;
de que forma Deus teria feito isso? Cercando-a com as fronteiras do Cativeiro
Assírio ocorrido por volta de 722a.C., de dentro das quais não podiam sair para
restaurar tal relacionamento político religioso que aos olhos de Deus
caracterizava-se prostituição, adultério.
Oséias 2:8 “Ela,
pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe
multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal.”
No contexto histórico imediato a mulher\mãe (Reino
do Norte) antes do cativeiro Assírio não reconhecia que as dádivas alcançadas
proveio do Deus que os libertara do Egito; dádivas estas que usavam para honrar
falsas divindades com as quais se relacionavam por meio de serviços estranhos
(idolatria), falsos cultos direcionados a divindades fruto da imaginação de
homens influenciados pelo theos deste século – o príncipe deste mundo, o
príncipe das potestades do ar que agora operam nos filhos da desobediência.
Oséias 2:9 “Portanto
tornarei a tirar o meu grão a seu tempo e o meu mosto no seu tempo determinado;
e arrebatarei a minha lã e o meu linho, com que cobriam a sua nudez.”
Aqui vemos duas coisas importantes: 1) o grão, o
mosto, a lã, o linho, são originalmente de Deus e provinham originalmente dele;
nada é nosso, tudo o que temos, tudo o que conquistamos, tudo o que a terra
produz, é de Deus e proveniente dele, pois do Senhor é a terra e a sua
plenitude, o mundo e os que nele habitam; tudo é dEle por direito de Criador,
já que é isto que Ele O é; 2) Deus retiraria tais coisas da mãe\mulher (Reino
do Norte) ao deporta-la para o cativeiro Assírio.
Oséias 2:10-13 “E
agora descobrirei a sua vileza diante dos olhos dos seus amantes, e ninguém a
livrará da minha mão. E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas
luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades. E devastarei a sua
vide e a sua figueira, de que ela diz: É esta a minha paga que me deram os meus
amantes; eu, pois, farei delas um bosque, e as feras do campo as devorarão.
Castigá-la-ei pelos dias dos Baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se
adornou dos seus pendentes e das suas jóias, e andou atrás de seus amantes, mas
de mim se esqueceu, diz o SENHOR.”
Como já diz o salmo o choro pode dura uma noite,
choro este causado pela temporária ira de Deus, mas a alegria vem pela manha
porque as misericórdias do Senhor se renovam a cada novo dia; a mãe\mulher
(Reino do Norte) saberia muito bem disso, pois sua alegria se converteria em
choro, significando que o castigo divino sobreviria sobre o tal trazendo
consigo exílio, expatriação, e nenhum dos povos pagãos com os quais se
relacionou religiosa e politicamente por meio de alianças erradas pode ajudar
tal mulher\mãe (que se tornara uma prostituta aos olhos de Deus) quando o
Marido divino desta decidiu agir contra ela de forma totalmente justa; esse
agir divino contra o tal, se cumpriu no contexto histórico imediato daquela
época, em decorrência do cativeiro do Reino do Norte resultado da invasão dos
Assírios, invasão esta que resultou em muitas mortes; mas este triste fim não
seria o fim definitivo deste Reino, que até o tempo presente não o é mais.
Oséias 2:14,15 “Portanto,
eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E
lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali
cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do
Egito.”
Deus que trata-se de um Marido 100% Justo, que
puniria a mulher\Reino do Norte, pela infidelidade, também é um Marido 100%
amoroso, que não perde as esperanças e que por amor, leva tal mãe\esposa (os
sobreviventes da nação\Reino do Norte) para determinado deserto, que fala de
uma condição ou estado de falta ou necessidade, de solidão e carência, de
provação, Deus faz isso quando e como? Quando a Babilônia derrota o Reino
Assírio, era Deus atraíndo o seu povo (Nação\Reino do Norte = mulher\mãe) e
levando-o para o deserto simbolizado pelo espalhar\semear\dispersar da grande
parte do Reino do Norte que foi para diáspora, enquanto que uma pequena minoria
decide retornar para Canaã pedindo acolhimento em Jerusalém; até que Deus faz o
novo pacto e por meio tanto do Espírito quanto do Evangelho começa a trabalhar
no interior destes a fim de que os tais se voltem para Deus por meio do Messias
e assim sejam perdoados, crucificados com Cristo, nascidos de novo,
reconciliados, e restaurados por Deus – O Marido Divino do Seu Povo; tal fato
trata-se de algo profético que teve início na cruz e que até o presente momento
está ocorrendo em várias partes do mundo através da ação do Espírito e da
exposição das boas novas do Evangelho do Reino.
Oséias 2:16-23 “E
naquele dia, diz o SENHOR, tu me chamarás: Meu marido; e não mais me chamarás:
Meu senhor. E da sua boca tirarei os nomes dos Baalins, e não mais se lembrará
desses nomes. E naquele dia farei por eles aliança com as feras do campo, e com
as aves do céu, e com os répteis da terra; e da terra quebrarei o arco, e a
espada, e a guerra, e os farei deitar em segurança. E desposar-te-ei comigo
para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e
em misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao
Senhor. E acontecerá naquele dia que eu atenderei, diz o Senhor; eu atenderei
aos céus, e estes atenderão à terra. E a terra atenderá ao trigo, e ao mosto, e
ao azeite, e estes atenderão a Jizreel. E semeá-la-ei para mim na terra, e
compadecer-me-ei dela que não obteve misericórdia; e eu direi àquele que não
era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus!”
Podemos ver esse dia inicialmente como o dia referente a morte de Jesus, ou seja, uma referência ao período do novo pacto, após o qual e no qual o Reino do Norte; mas esse dia aponta principalmente para a vinda do Messias que proporcionará principalmente segurança, paz, restauração, regeneração, e no qual também dentre tantas coisas ocorrerá o casamento entre Deus e o Seu povo por meio da pessoa do Messias que com a Esposa glorificada haverá de Tabernacular sobre a terra; e assim teremos o pleno cumprimento do contexto profético que trata-se do plano de salvação divino: com os Lo-Ami se tornando Ami, com os Lo-Ruama se tornando Ruama, de modo que estes passam a ser Bnei El Chay, e não apenas o contexto histórico imediato já cumprido: Jizreel, que trata-se da dispersão do Reino do Norte ao fim do cativeiro Assírio que funcionou como um semear de Deus.
Estudo do capítulo 3: https://pastorthiagogiraldessanchez.blogspot.com/2020/07/estudo-do-capitulo-3-do-livro-de-oseias.html

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