sábado, 10 de outubro de 2020

“O CRISTÃO E O ALIMENTO OFERECIDO AO ÍDOLO”



“O CRISTÃO E O ALIMENTO OFERECIDO AO ÍDOLO”

 

SOBRE O COMER ALIMENTO AO ÍDOLO À MESA NO TEMPLO DO ÍDOLO. 1 Coríntios 8:4,10 “Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só ... Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?”

 

O ídolo feito por mãos humanas, exemplo, Baal, Astarote, Ártemis, ETC, nada é porque não passa de um mero fruto da imaginação humana; se assentar a mesa no templo do ídolo que nada é (por não existir realmente, por ser inexistente) e comer do alimento oferecido ou dedicado a este, por entender que tal ídolo não existe, não aprova o ingerir alimento que se sabe que foi dedicado ao ídolo que na realidade não existe, bem como o comer, em meio a um ritual religioso, supondo que tal ídolo (inexistente) realmente existe, e que ao comer estará entrando em aliança com o tal, é errado, é idolatria (1 Coríntios 10:7); Paulo ensina que, realmente por um lado, o conhecimento liberta, e que realmente o ídolo não é nada por si só pelo simples fato de não existir; não significa todavia que, Paulo aprova aqui o comer alimento oferecido ao ídolo pelo fato de o mesmo não existir; Paulo neste ponto, foca na falta de amor (o orgulho desencadeado pelo conhecimento adquirido com relação aos ídolos em si) para com o próximo; Paulo não afirma que é certo comer alimentos que se sabe que foi oferecido ao ídolo pelo fato de o  ídolo não existir de verdade; Paulo está dizendo que estes que se acham os fortões cheios de orgulho pelo conhecimento com relação aos ídolos em si, deveriam esvaziar o orgulho, e praticar o amor ao próximo, não levando pessoas que ainda estão se firmando na fé e que saíram do paganismo, da idolatria, a voltarem as velhas práticas e caírem na idolatria por não entenderem que o ídolo nada é na verdade; não significa, porém, que uma vez que se sabe que o ídolo nada é, a pessoa pode entrar em um templo pagão e comer a vontade o que é oferecido ào ídolo que agora, se entende, se sabe, que não existe de verdade; porque ainda que a pessoa participe do altar e da mesa de um ídolo não existente, ela erra, não por comer achando que a divindade representada pelo ídolo realmente existe, e sim por comer não entendendo o outro lado da mesma moeda, que Paulo vai citar mais a frente.

 

SOBRE O LADO ESPIRITUAL COM RELAÇÃO AOS ALIMENTOS OFERECIDOS E\OU DEDICADOS AOS ÍDOLOS. 1 Coríntios 10:18-21 “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.”

 

De modo que, Daniel fez muito bem em não comer determinados alimentos no palácio de Nabucodonosor, seja porque se tratava de possíveis alimentos oferecidos e dedicados aos ídolos daquela nação, ou, porque se tratava de alimentos considerados não kosher por Deus em suas instruções divinas quanto a alimentação do povo que serve e se relaciona com Ele.

 

Não importa se eu como dentro ou fora de um templo pagão, antes ou depois do ritual pagão com oferecimento e dedicação de sacrifícios e alimentos para serem ingeridos, acreditando que o ídolo seja real ou não, de todas as formas eu estou errado em participar e comer tal alimento; e quanto ao último, que se acha o fortão e o conhecedor, ele precisa entender que o ídolo não existe realmente, mas ao comer do alimento advindo do tal altar, está tendo comunhão não com um ser inexistente fictício, e sim com um ser existente, a saber, o diabo, de modo que, tal mesa e tal altar não é do ídolo inexistente em si e sim do diabo, dos demônios!

 

Eu poderia comer (me seria lícito comer), se a questão envolvesse apenas um ídolo fruto da imaginação dos homens que na realidade só existe na cabeça das pessoas; mas pelo fato de que o oferecido ao ídolo inexistente foi na verdade oferecido aos demônios, então, não me convém comer tal alimento:

 

I.                    Primeiro, para não induzir outros à prática da idolatria levando estas a comerem do alimento supondo que tal ídolo exista, fazendo elas errarem duas vezes: 1) por praticarem idolatria supondo que está comendo da mesa de uma divindade que supunha que exista, e 2) por estar tendo comunhão com os demônios de cujo a mesa e altar está comendo.

 

II.                  Segundo, para não ter comunhão com os demônios para os quais na verdade tais alimentos foram dedicados, comendo da mesa e do altar deles.

 

CONCLUSÃO:

 

Cuidado para que a sua “liberdade” (liberdade entre aspas!), não seja causa de escândalo e\ou enfraquecimento de outros, ao transformar a verdadeira liberdade em uma libertinagem trasvestida de liberdade cristã por meio da qual aparentemente se pode fazer o que bem entender transformando assim a verdadeira graça de Deus em uma desgraça total!

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