“O CRISTÃO E O ALIMENTO OFERECIDO AO ÍDOLO”
SOBRE O COMER ALIMENTO AO ÍDOLO À MESA NO TEMPLO DO ÍDOLO. 1
Coríntios 8:4,10 “Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos
ídolos, sabemos que o
ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só ... Porque,
se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos,
não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas
aos ídolos?”
O ídolo feito por mãos humanas,
exemplo, Baal, Astarote, Ártemis, ETC, nada é porque não passa de um mero fruto
da imaginação humana; se assentar a mesa no templo do ídolo que nada é (por não
existir realmente, por ser inexistente) e comer do alimento oferecido ou
dedicado a este, por entender que tal ídolo não existe, não aprova o ingerir
alimento que se sabe que foi dedicado ao ídolo que na realidade não existe, bem
como o comer, em meio a um ritual religioso, supondo que tal ídolo (inexistente)
realmente existe, e que ao comer estará entrando em aliança com o tal, é
errado, é idolatria (1 Coríntios 10:7); Paulo ensina que, realmente por um lado,
o conhecimento liberta, e que realmente o ídolo não é nada por si só pelo
simples fato de não existir; não significa todavia que, Paulo aprova aqui o
comer alimento oferecido ao ídolo pelo fato de o mesmo não existir; Paulo neste
ponto, foca na falta de amor (o orgulho desencadeado pelo conhecimento
adquirido com relação aos ídolos em si) para com o próximo; Paulo não afirma
que é certo comer alimentos que se sabe que foi oferecido ao ídolo pelo fato de
o ídolo não existir de verdade; Paulo
está dizendo que estes que se acham os fortões cheios de orgulho pelo
conhecimento com relação aos ídolos em si, deveriam esvaziar o orgulho, e
praticar o amor ao próximo, não levando pessoas que ainda estão se firmando na
fé e que saíram do paganismo, da idolatria, a voltarem as velhas práticas e caírem
na idolatria por não entenderem que o ídolo nada é na verdade; não significa,
porém, que uma vez que se sabe que o ídolo nada é, a pessoa pode entrar em um
templo pagão e comer a vontade o que é oferecido ào ídolo que agora, se
entende, se sabe, que não existe de verdade; porque ainda que a pessoa participe
do altar e da mesa de um ídolo não existente, ela erra, não por comer achando
que a divindade representada pelo ídolo realmente existe, e sim por comer não
entendendo o outro lado da mesma moeda, que Paulo vai citar mais a frente.
SOBRE O LADO ESPIRITUAL COM
RELAÇÃO AOS ALIMENTOS OFERECIDOS E\OU DEDICADOS AOS ÍDOLOS. 1 Coríntios
10:18-21 “Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são
porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma
coisa? Antes digo que as
coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a
Deus. E não quero que sejais
participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o
cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa
dos demônios.”
De modo que, Daniel fez muito
bem em não comer determinados alimentos no palácio de Nabucodonosor, seja
porque se tratava de possíveis alimentos oferecidos e dedicados aos ídolos
daquela nação, ou, porque se tratava de alimentos considerados não kosher por
Deus em suas instruções divinas quanto a alimentação do povo que serve e se
relaciona com Ele.
Não importa se eu como dentro
ou fora de um templo pagão, antes ou depois do ritual pagão com oferecimento e
dedicação de sacrifícios e alimentos para serem ingeridos, acreditando que o
ídolo seja real ou não, de todas as formas eu estou errado em participar e comer
tal alimento; e quanto ao último, que se acha o fortão e o conhecedor, ele
precisa entender que o ídolo não existe realmente, mas ao comer do alimento
advindo do tal altar, está tendo comunhão não com um ser inexistente fictício,
e sim com um ser existente, a saber, o diabo, de modo que, tal mesa e tal altar
não é do ídolo inexistente em si e sim do diabo, dos demônios!
Eu poderia comer (me seria
lícito comer), se a questão envolvesse apenas um ídolo fruto da imaginação dos
homens que na realidade só existe na cabeça das pessoas; mas pelo fato de que o
oferecido ao ídolo inexistente foi na verdade oferecido aos demônios, então, não me convém comer tal alimento:
I.
Primeiro, para não induzir outros à prática da
idolatria levando estas a comerem do alimento supondo que tal ídolo exista,
fazendo elas errarem duas vezes: 1) por praticarem idolatria supondo que está
comendo da mesa de uma divindade que supunha que exista, e 2) por estar tendo
comunhão com os demônios de cujo a mesa e altar está comendo.
II.
Segundo, para não ter comunhão com os demônios
para os quais na verdade tais alimentos foram dedicados, comendo da mesa e do
altar deles.
CONCLUSÃO:
Cuidado para que a sua “liberdade” (liberdade entre aspas!), não seja causa de escândalo e\ou enfraquecimento de outros, ao transformar a verdadeira liberdade em uma libertinagem trasvestida de liberdade cristã por meio da qual aparentemente se pode fazer o que bem entender transformando assim a verdadeira graça de Deus em uma desgraça total!

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